sexta-feira, 16 de maio de 2008
As notícias de hoje 16/05/2008 são:
As notícias de hoje 16/05/2008 são:
Mercado
• Novas vantagens no FGTS em consórcios
• Toda a burocracia dos cartórios agora em um CD
• Agora é a hora certa para comprar a sua nova casa
• Crédito para habitação tem início em julho
• Evento traz imóveis para a classe média
• CEF iguala regras de financiamento de imóveis usados e novos
• FGTS: 100% na casa
• Caixa amplia prazo da carta de crédito
• Crescendo como mato
• 2,6 mil imóveis no litoral
• Pacote prevê a criação de 40 mil novos lotes
Novas vantagens no FGTS em consórcios
O sistema de consórcio contará com novas vantagens na utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no abatimento das parcelas. A chamada ´Lei Aelton Freitas´, que regulamentará o funcionamento da modalidade imobiliária, traz entre outras vantagens, a possibilidade de utilizar a carta de crédito para a quitar o financiamento da casa própria. A matéria deverá voltar ao Senado para nova apreciação, em razão da supressão de dois dispositivos constantes em outras legislações em vigor. Desde maio de 2002 que é possível usar os recursos do FGTS no sistema consorciado.
Para Rodolfo Montosa, presidente nacional da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), ´trata-se de uma vitória de um sistema genuinamente brasileiro´. ´O texto do projeto de lei fortalece os diversos setores do sistema, possibilitando uma evolução nos consórcios, hoje, um dos principais mecanismos para aquisição parcelada, sem juros, de um bem ou de um serviço´, afirmou Montosa.
Transferência
Quanto à possibilidade de utilizar a carta de crédito para a quitação de financiamento imobiliário, ele esclareceu que é ´uma situação até então não prevista nas normas do Banco Central. Isto beneficiará, principalmente, os mutuários que desejem transferir o financiamento de seu imóvel para o consórcio´. ´Nesse caso, poderão utilizar a contemplação da cota para liquidar o débito, deixando de pagar os juros, que aumentam muito os custos, visto que no Sistema de Consórcios eles inexistem´.
O projeto de lei, ao ser aprovado pelo Senado, confirma ainda a utilização do FGTS para oferta de lance ou complemento do valor do crédito para pagar o preço do imóvel.
Devolução a excluídos
No Projeto de lei está incluída também a nova sistemática de devolução de valores pagos a consorciados excluídos. O critério prevê a devolução àquele que deixa o grupo, que já tenha pago seis ou mais parcelas, por meio da participação no sorteio das assembléias mensais, ao lado dos participantes ativos em dia com suas obrigações. Ao ser sorteado, o excluído receberá o reembolso da importância investida a que tem direito. A introdução dessa possibilidade confere a todos os participantes as mesmas condições de acesso ao crédito por meio de sorteios. Os consorciados que pagaram entre uma e cinco parcelas serão reembolsados por ocasião do encerramento do grupo. ´A mudança é uma forma criativa e justa para a solução do conflito de interesses entre os consorciados adimplentes e os excluídos, sem afetar a saúde financeira do grupo consorcial´, avalia o presidente da Abac.
Do Conselho Curador - Cliente deve atender a determinações
Para utilizar o FGTS em operações que envolvam administradora de consórcio de imóveis residenciais, o cliente deve atender as determinações do Conselho Curador do Fundo, cujos recursos são administrados pela Caixa Econômica Federal. As opções são lance na obtenção da Carta de Crédito de Consórcio e como complemento da Carta. Para isso, o trabalhador deve apresentar à agência da Caixa o extrato atualizado da sua conta vinculada e autorizar sua utilização.
Na ocorrência do cliente ser contemplado, o valor do FGTS é deduzido da carta de crédito do consórcio, de acordo com as condições previstas para o uso do Fundo. Por exemplo: o valor de avaliação e compra e venda do imóvel deve atender aos valores máximos vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação, na data de sua utilização.
O uso do FGTS nos consórcios imobiliários atende à alguns requisitos: os trabalhadores não podem ser proprietários de imóveis residenciais financiados pelo SFH, em qualquer parte do território nacional, não podem também possuir imóvel residencial concluído ou em construção no município onde reside.
Com volume de negócios próximos a R$ 20 bilhões em 2007, o Sistema de Consórcios, criado há mais de 45 anos, conta com 3,5 milhões de participantes ativos devendo ter as atuais normas transformadas em lei.
Entrevista
Sérgio Freire - Presidente da Abac para o Nordeste
O que o projeto de lei vai agregar ao que o sistema de consórcio já contempla?
A lei ratifica o que já é permitido. O consorciado pode utilizar o FGTS tanto para a oferta de lance como para complementar o valor do imóvel. A grande novidade é permitir a quitação do financiamento com o crédito do consórcio.
Qual a importância da mudança?
É porque no consórcio não há juros, ao contrário do que ocorre nos financiamentos. No sistema consorciado existe uma taxa de administração, diluída ao longo do prazo.
Qual a maior vantagem da nova legislação?
O mais importante é a segurança que um sistema, com um número expressivo de consorciados como esse, ganha quando passa a ser regido através de norma. Significa mais confiança para o consorciado, para as administradoras e o próprio mercado.
Qual a expectativa quanto à aprovação do projeto?
A lei tem tudo para ser aproveitada. Ainda vai voltar ao Senado, mas acreditamos que em 60 dias, o documento será sancionado pelo presidente.
Fonte: Diário do Nordeste (Isildene Muniz)
Toda a burocracia dos cartórios agora em um CD
Uma das principais novidades que colaboram para agilizar o processo de compra do imóvel é a chamada certidão digital. Antes, o comprador solicitava a certidão de matrícula do imóvel, as certidões negativas da quitação de tributos e débitos condominiais pela internet. Mas demorava até cinco dias para que o cartório emitisse o documento - em papel - e o enviasse para a casa do cliente.
Agora, os cartórios fazem a emissão online. Assim, o posto do cartório no Feirão da Caixa Econômica Federal recebe o documento e o grava em um CD para os interessados. Dessa forma, o comprador pode levar o documento para os estandes das imobiliárias e concretizar a compra no mesmo dia.
A Caixa também trabalhou para facilitar a vida dos futuros proprietários de imóveis. A instituição avaliou o cadastro de mais de um milhão de clientes e pré-aprovou o crédito de 100 mil correntistas.
Nos últimos dias, eles receberam uma carta em casa com o valor que podem utilizar no financiamento da casa própria. 'Assim, esses correntistas já podem pular essa etapa e resolver tudo mais rápido ainda', afirma o gerente regional de habitação da Caixa, Luiz Carlos Previlato.
Com todas essas medidas, o banco espera atrair mais de 160 mil pessoas nos quatro dias de Feirão e fechar cerca de 22 mil negócios. No primeiro dia do evento, até as 18h de ontem, 15 mil pessoas já tinham passado pelo Pavilhão Azul do Expo Center Norte. 'Domingo deve ser o dia de mais movimento', projeta Previlato.
Certidão digital
Antes, os cartórios levavam até cinco dias para emitir uma certidão
Agora, o documento é emitido no mesmo dia, pela internet, e gravado em um CD
Dessa forma, o comprador pode carregar a certidão para os estandes e agilizar o processo de compra da casa própria
Fonte: Jornal da Tarde
Agora é a hora certa para comprar a sua nova casa
Se você tem condições de financiar a casa própria agora, faça isso.Essa é a recomendação de especialistas em finanças e no mercado imobiliário. "Ninguém deve comprar um imóvel por impulso, mas para quem pode comprometer até 25% do orçamento com as parcelas, o melhor é aproveitar o momento e comprar logo, pois a tendência é que os preços comecem a subir", diz João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
Com o crescente número de lançamentos, os bons terrenos têm ficado cada vez mais escassos - e, conseqüentemente, mais caros. Além disso, o aumento do poder de compra dos trabalhadores fez a procura por imóveis disparar. "Quem não tem casa, quer comprar", diz Crestana. "E quando sobra um dinheirinho, esse é o primeiro investimento que as famílias fazem", afirma Crestana.
A oferta de crédito também pressionou a demanda. "Hoje, quem ganha de cinco salários mínimos para cima certamente vai encontrar um financiamento que caiba no bolso", garante João Cláudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.
Esse aquecimento empurra os preços para cima. "Não vai haver uma disparada no valor dos imóveis", afirma Crestana. "Mas os preços vão subir devagar, acompanhando a movimentação do mercado. O encarecimento dos imóveis deve começar pelas unidades voltadas às classes alta e média-alta. Porém, não vai demorar mais de cinco anos para que a classe média sinta no bolso a valorização das unidades", avalia o presidente do Secovi.
No resto do Estado, Crestana prevê que o ritmo de crescimento e procura será menos intenso do que na Grande São Paulo.
Fonte: Estadão
Crédito para habitação tem início em julho
O Banco do Brasil pretende começar a operar com crédito imobiliário por meio do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) até o mês de julho, de acordo com o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes. A idéia, diz o executivo, é formar uma carteira de R$ 1 bilhão em financiamentos até o final deste ano.
Até hoje, o Banco do Brasil só negocia empréstimos imobiliários por meio de uma parceria com a Poupex, uma associação de poupança ligada ao Exército. O banco enfrentava restrições legais para atuar nesse mercado porque era obrigado, até dois meses atrás, a usar o dinheiro captado nas cadernetas de poupança em crédito rural, e não em financiamentos habitacionais, como a maioria das instituições financeiras.
Essa limitação, porém, foi revogada em março pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que liberou o uso da chamada poupança rural também em crédito imobiliário. O Banco do Brasil pretende alcançar uma carteira de R$ 4,5 bilhões nessa modalidade num prazo de quatro anos.
Apostas
O financiamento para aquisição de imóveis é uma das apostas do BB para crescer no mercado de crédito. Outra iniciativa são os empréstimos que financiam a compra de veículos, que no final de março somavam R$ 3,544 bilhões, crescimento de 175% em relação a março do ano passado.
A carteira de crédito total do banco chegou a R$ 172,8 bilhões no final do primeiro trimestre. A meta é que, neste ano, o saldo de empréstimos liberados pelo banco cresça 25%.
Fonte: Folha de São Paulo
Evento traz imóveis para a classe média
Clientes que procuram apartamentos mais caros e com padrão de qualidade elevado também vão encontrar opções no feirão, como é o caso dos projetos da Hábil, que custam a partir de R$ 160 mil.
A maior parte do público que participou das várias edições do Feirão da Casa Própria pretendia comprar imóveis que custassem até R$ 100 mil. Mas outra faixa de público quer adquirir apartamentos mais caros e com padrão de qualidade mais elevado. Por isso, a
Hábil Engenharia resolveu divulgar dois empreendimentos voltados para a classe média durante o evento.
Um dos prédios é o Manguinho Residence, que vai ser construído nas Graças. A obra deve ficar pronta em 20 meses. São apartamentos com 85 metros quadrados, três quartos e duas vagas de garagem. O prédio vai ter uma área de lazer com piscina e salão de festas. Os apartamentos custam a partir de R$ 200 mil.
"A nossa expectativa para a feira é muito boa, porque o financiamento bancário para imóveis já está mais popularizado. O feirão engloba vários perfis de apartamentos. Não só para a baixa renda, a classe média também pode aproveitar as ofertas", explica o gerente comercial da Hábil Engenharia, Fernando Cabral.
O outro prédio da Hábil que vai ser comercializado no feirão é o Morumbi Residencial, que está localizado na Rua Guimarães Peixoto, em Casa Amarela. As unidades de 75 metros quadrados custam cerca de R$ 160 mil. O edifício está pronto para morar.
Financiamento
Os compradores dos dois empreendimentos vão contar com financiamento da Caixa Econômica Federal. O banco chega a financiar até 100% do valor do imóvel dependendo do preço e da faixa de renda do comprador. O prazo de pagamento vai até 30 anos.
Com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a Caixa financia até 100% do valor do imóvel quando o prazo de pagamento é de 240 meses e a renda do cliente varia entre R$ 380 e R$ 3.900. O valor máximo de avaliação do imóvel não pode ultrapassar R$ 80 mil. As taxas de juros variam entre 6% e 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR).
O horário de funcionamento do feirão no Recife será de 10h às 20h, na sexta-feira e no sábado, e das 10h às 18h no domingo. Mais informações sobre o feirão e as linhas de crédito podem ser obtidas no site www.caixa.gov.br.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
CEF iguala regras de financiamento de imóveis usados e novos
A partir de hoje, as regras para financiamento de imóveis usados passam a ser as mesmas aplicadas aos imóveis novos. Agora, quem comprar um imóvel usado de até R$ 130 mil reais poderá financiar até 100% desse valor. Pela regra antiga, o financiamento integral se aplicava apenas às unidades novas ou em construção.
No caso dos usados, o crédito correspondia a, no máximo, 80% do valor do bem. "Igualamos as condições para todos os tipos de imóveis", afirma Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa. "Com isso, pretendemos facilitar ao máximo a compra da casa própria e trabalhar para reduzir o déficit habitacional brasileiro - que atualmente gira em torno de 7,9 milhões de moradias."
A mudança foi anunciada pela Caixa Econômica Federal durante a cerimônia de abertura do 4º Feirão da Casa Própria, que acontece até domingo no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. As regras de concessão de crédito variam de acordo com o sistema de amortização que o comprador escolher.
Para o pagamento em até 240 meses, o mutuário pode financiar até 100% do valor do imóvel. Quem vai quitar a dívida em até 300 meses, consegue crédito de no máximo 90%. Já quem compra uma casa em até 360 meses, financia 80% da quantia total. O porcentual se aplica sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.
Além das restrições ligadas ao prazo de pagamento, para quem mora na Região Metropolitana de São Paulo, há ainda uma outra limitação para conseguir o financiamento integral: o imóvel deve custar, no máximo, R$ 130 mil. No Feirão, há 90 mil opções de imóveis. Cerca de 55 mil são usados e custam, em média, R$ 65 mil.
Quem quiser comprar um imóvel desse tipo no evento já poderá aproveitar as novas regras. Mas ao término do Feirão, os interessados podem procurar uma agência da Caixa e encontrar as mesmas condições de financiamento. "Ao estimular a compra de imóveis usados, pretendemos movimentar toda a cadeia produtiva do mercado imobiliário", afirma Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa.
"Embora o mercado tenha registrado um crescimento muito grande em 2007, a alta ficou concentrada especialmente nos lançamentos." Dados da Empresa Brasileira de Estudos do patrimônio (Embraesp) mostra que, no ano passado, a Região Metropolitana de São Paulo ganhou mais de 100 novas unidades por dia. Foram lançados 59.403 imóveis, 38.536 só na capital.
"Em uma região saturada, precisamos trabalhar para movimentar o mercado de todas as formas", avalia Flávio Prando, presidente em exercício do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). "Dessa maneira, conseguimos oferecer mais opções aos consumidores, que agora encontram imóveis para todos os bolsos."
Feirão
No Feirão da Caixa, há desde imóveis que custam R$ 10 mil até os que valem mais de R$1 milhão. "Hoje, quem ganha até cinco salários mínimos certamente vai encontrar uma opção que caiba no seu orçamento", afirma João Robusti, presidente Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). Quem visitar o Pavilhão Azul do Expo Center Norte conseguirá encontrar imóveis com prestações de até R$ 99.
Fonte: Tribuna da Imprensa
FGTS: 100% na casa
A Caixa Econômica Federal passou a financiar 100% do imóvel usado na linha de crédito que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Antes, o empréstimo habitacional era de até 80% do valor do usado e de 100% para as unidades na planta ou novas, com até 180 dias de obra.
A ampliação da quota do empréstimo já está em vigor nas agências da Caixa e também estará disponível na quarta edição do Feirão da Casa Própria, entre os dias 5 e 8 de junho, no Riocentro.
SAC OU PRICE
Outra novidade é que o prazo de pagamento poderá chegar a 30 anos, mas vai depender do sistema de amortização a ser escolhido. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a prestação começa mais alta e vai dimuindo ao longo do contrato — o mais recomendado por especialistas. No sistema Price, a parcela é menor no início e vai aumentando.
Agora, para o pagamento em até 240 meses (20 anos), o mutuário poderá financiar até 100% do imóvel. Até 300 meses (25 anos), financia até 90%. De 301 a 360 meses (30 anos), o limite é de 80%. O máximo vai variar, segundo a região. Para os municípios das áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil.
CARTA DE CRÉDITO
Na carta de crédito com recursos do FGTS, os juros variam de 6% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Os trabalhadores com saldo em conta vinculada há pelo menos três anos têm desconto de 0,5% nos juros. Nesse caso, a renda bruta é de até R$ 4.900.
Acima desse valor, a taxa é de 8,66% ao ano mais TR — pela Pro-Cotista, em vigor no início do ano, com percentual acessível à classe média. Dessa forma, o empréstimo é de até 80% para imóveis usados e de até 85% para imóveis novos ou em construção. A linha de financiamento do FGTS não exige que o cliente tenha depósito no fundo.
Fonte: O Dia
Caixa amplia prazo da carta de crédito
Hoje em Dia, Pág Economia
Agostoo Franco - A Caixa Econômica Federal anunciou ontem que os mutuários da Carta de Crédito FGTS - que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e oferece a menor taxa de juros do mercado - poderão financiar até 100% da compra de imóveis usados, com prazo de até 30 anos. Antes, a Carta de Crédito FGTS financiava no máximo 80% do valor do imóvel, com prazo limitado a 20 anos. A Carta de Crédito FGTS é voltada para famílias com renda mensal de até R$ 4.900.
A Carta de Crédito FGTS tem limites de financiamento regionais. Em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, são financiados imóveis de até R$ 130 mil. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, demais capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, o teto é de R$ 100 mil. Nas cidades menores, o limite de avaliação é de R$ 80 mil.
Com as novas regras, o percentual de empréstimo varia de acordo com o plano de amortização. Para o pagamento em até 240 meses (20 anos), o cliente pode financiar até o valor total do imóvel. Até 300 meses é possível financiar até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até 80% da quantia. Para concessão do crédito, a Caixa considera o menor valor encontrado entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.
Outra variável importante é a taxa de juros, menor para famílias mais pobres. Para famílias com renda bruta de até R$ 1.875,00, a taxa é de 6% ao ano, mais a TR (taxa referencial de juros, hoje em cerca de 2% ao ano). Famílias com renda bruta de R$ 1.875,01 a R$ 4.900,00 pagarão juros de 8,16% ao ano mais TR. «É um benefício, e a medida é vista com bons olhos pelo setor, mas quem contrai o empréstimo tem que tomar cuidado», alerta o vice-presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Sicovi-MG), Kênio de Souza Pereira.
Segundo ele, a expansão do crédito reflete o bom momento da economia e o aumento das garantias dos bancos, que detêm, desde 1997, a posse fiduciária dos imóveis. Ou seja, até que cada casa ou apartamento estejam totalmente quitados, eles pertencem a quem fez o empréstimo, independentemente de quantas parcelas tenham sido pagas. No entanto, o bom momento da economia não pode ser encarado como uma garantia pelas famílias. «É muito importante que a pessoa avalie as possibilidades de sua vida antes de contrair um empréstimo de 30 anos. O conselho é juntar o máximo possível de entrada e nunca comprometer mais de 20% da renda familiar com a prestação do imóvel», adverte.
O usuário que pretende contrair a dívida dentro das novas regras deve ficar atento ao valor total de juros pagos ao final do empréstimo, que aumenta significativamente com a extensão do prazo. «Antes de fazer um empréstimo de 30 anos é preciso que a pessoa coloque o valor dos juros totais na ponta do lápis. Se o custo que vai pagar ao mês, considerada uma possível taxa de administração, a TR e outras taxas, for maior do que um aluguel, por exemplo, é melhor guardar a diferença e depois usar esse dinheiro como entrada», afirma o diretor da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH) Lúcio Delfino.
Segundo Delfino, cada caso deve ser analisado individualmente, mas a taxa total de juros é uma das grandes responsáveis pela inadimplência atualmente. «Além dos juros anuais, é necessário considerar a TR, que incide sobre os empréstimos», destaca.
O anúncio de mudança na linha de crédito aconteceu em São Paulo, durante a abertura do 4º Feirão de Imóveis da Caixa. Em Belo Horizonte, o feirão acontece entre os dias 16 e 18 de maio, no Expominas. Em Uberlândia, de 30 de maio a 1º de junho, no Center Convention.
FINANCIAMENTOS DA CAIXA
Novas regras para compra de imóveis usados
Antes
- Percentual emprestadoaté 80% do valor
- Prazo para pagamentoaté 20 anos (240 meses)
Agora
- Para pagamento em até 240 meses - 100% do valor
- Para pagamento em até 300 meses - 90% do valor
- De 301 a 360 meses - 80% do valor
OBS.: O percentual é aplicado sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel
Limites de valores
- Imóveis no Distrito Federal e regiões metropolitanas de SP e RJ - R$ 130 mil
- Imóveis em cidades com população igual ou superior a 500 mil habitantes, entorno do DF, e demais capitais estaduais (entre elas BH) - R$ 100 mil
- Demais cidades - R$ 80 mil
OBS.: Não é necessário ter depósitos na conta vinculada do FGTS nem conta na Caixa Econômica para contratar o serviço
Como fazer o empréstimo
- O usuário encontra o imóvel
- Leva documentação pessoal e do imóvel à Caixa, para avaliação
- Recebe, então, uma Carta de Crédito FGTS, válida por 15 dias.
- Taxa de juros
- Renda familiar bruta de R$ 380,00 até R$ 1.875,00 = 6% a.a (+T.R.)
- Renda familiar bruta de R$ 1.875,01 a R$ 4.900,00 = 8,16% a.a (+T.R)
OBS.: A taxa de juros é reduzida em 0,5% para quem tem três anos ou mais de trabalho em uma mesma empresa, sob o regime do FGTS. Esse período pode ser consecutivo ou não.
Calendário dos Feirões da Casa Própria da Caixa
CIDADE - DATA
São Paulo - 14 a 18 de maio
Brasília - 16 a 18 de maio
Belo Horizonte - 16 a 18 de maio
Porto Alegre - 16 a 18 de maio
Recife16 a 18 de maio
Salvador - 16 a 18 de maio
Uberlândia - 30 de maio a 1º de junho
Rio de Janeiro - 5 a 8 de junho
Fortaleza - 6 a 8 de junho
Curitiba - 20 a 22 de junho
Crescendo como mato
Quinta-feira, 15/05/2008, OESP, Pág Economia
Uma cidade com média de 105 unidades imobiliárias novas lançadas por dia. Esse número dá a noção da importância do mercado da Capital e da Grande São Paulo. Dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mostram que, em 2007, foram lançadas 59.403 unidades imobiliárias na Região Metropolitana de São Paulo - quase o dobro dos lançamentos de 2006. Só na capital, o número chegou a 38.536 imóveis.
"Foi um ano histórico", afirma João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). E o melhor sintoma desse momento especial é a realização de mais um Feirão da Casa Própria, que vai até o domingo (veja horários na página 3) e, que ocorre no Expo Center Norte, na Rua José Bernardo Pinto, Vila Guilherme).
A capital paulista foi o epicentro do mercado imobiliário em 2007 e colaborou significativamente para que o setor de construção civil fechasse o ano com alta de 5% em relação a 2006. Os números da criação de empregos no ramo refletem esse fenômeno.
No Brasil, a taxa de crescimento de postos de trabalho no setor em 2007 foi de 15%. No Estado de São Paulo, chegou a 20%. Porém, na cidade, o número foi bem mais expressivo: bateu na casa dos 25%.
"E tudo indica que, em 2008, São Paulo vai continuar a ser vedete", estima Robusti. Somente no primeiro trimestre do ano, mais de 10 mil imóveis foram construídos na Grande São Paulo - 6.752 deles na capital. "Embora o mercado de alta renda já esteja quase saturado na região, ainda há muito espaço para crescer entre as classes média e média-baixa", analisa o presidente do Sinduscon.
O bom momento da economia é um dos fatores que justificam esse otimismo. Só nos dois últimos anos, a renda dos trabalhadores cresceu quase 20%. Já descontada a inflação, o aumento correspondeu a R$194 bilhões a mais no ganho das famílias em relação a 2005.
A oferta de crédito também disparou. Hoje, estima-se que o valor destinado a financiamentos imobiliários corresponda 4% do PIB, sendo que 2% equivalem apenas ao valor disponível nas carteiras do FGTS. "Mas em países com uma realidade próxima à brasileira, como Chile e México, o volume chega a mais de 12% do PIB. Isso mostra o quanto ainda podemos crescer", diz Robusti.
Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a ampliação do prazo de financiamento - que, no fim do ano passado, passou de 20 para 30 anos - também deve ajudar a esquentar o mercado imobiliário em 2008. "Isso beneficia principalmente a classe média baixa, para quem a diminuição no valor da parcela já faz grande diferença."
2,6 mil imóveis no litoral
Jornal do Commercio Brasil - RJ, Pág São Paulo
O governador José Serra assinou ontem, em Itanhaém, a compra de 2.639 apartamentos em fase de conclusão nos municípios de Santos, São Vicente, Peruíbe, Itanhaém e Praia Grande. A medida integra o Plano Estratégico da Baixada Santista, elaborado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para atender demandas dos municípios da região, especialmente em áreas de risco e preservação ambiental, além de servir de retaguarda para o Programa da Serra do Mar.
'Vamos reformar esses imóveis e passar para as famílias. É uma ação a curto prazo, de um impacto habitacional muito grande', disse o governador, acompanhado dos secretários estaduais Dilma Seli Pena (Saneamento e Energia) e Lair Krähenbühl (Habitação).
Os imóveis, destinados a famílias de baixa renda, foram comprados da Caixa Econômica Federal (CEF). O governo destinou recursos da ordem de R$ 105,5 milhões para a aquisição dos imóveis, que pertenciam ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR), do governo federal, cujas obras estavam paralisadas. 'É um preço razoável. Mais importante que o valor pago, porém, é a rapidez com que os imóveis serão entregues à população', analisou Serra. O contrato prevê que a CEF concluirá os empreendimentos e os entregará devidamente regularizados à CDHU, que poderá repassá-los à população de menor poder aquisitivo.
Em alguns casos, como em Santos, as obras têm prazo de conclusão de dez meses. Outras ficarão prontas mais rapidamente, como é o caso dos Conjuntos Recanto dos Pássaros, em Peruíbe, e Umuarama, em Itanhaém, que deverão ser entregues à CDHU prontos e regularizados dentro de quatro meses. A previsão para entrega do conjunto Santa Isabel, em Peruíbe, é de oito meses. Outros empreendimentos que também fazem parte do pacote de compra, ainda estão na dependência da CEF contratar o término das obras. Nesse caso estão incluídos os conjuntos de Praia Grande, São Vicente e alguns de Itanhaém.
Santos. Serra também foi a Santos, onde participou da cerimônia de retomada das obras do Conjunto Habitacional Cruzeiro do Sul, no Morro da Nova Cintra, que faz parte do pacote de imóveis adquiridos da CEF. Os 160 apartamentos desse conjunto vão atender famílias vítimas do incêndio da Vila Alemoa, ocorrido em dezembro de 2006.
As demais unidades adquiridas terão a seguinte destinação: 700 unidades serão reservadas para o município de São Vicente, com prioridade para a conclusão da urbanização da Favela México 70; 979 moradias atenderão à demanda geral das cidades de Praia Grande, Peruíbe e Itanhaém; 800 unidades servirão como retaguarda para o reassentamento de famílias do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar.
Lair Krähenbühl também assinou acordo em Itanhaém para a construção, pela CDHU, de 500 moradias em um terrenos de 54 mil metros quadrados no Jardim Tanise. O empreendimento deverá ter casas sobrepostas de dois e três dormitórios.
Feirão da Casa Própria. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano participa do 4º Feirão da Casa Própria em São Paulo. O Feirão começou ontem e vai até 24 de junho no Expo Center Norte, Pavilhão Azul, Rua José Bernardo Pinto, Vila Guilherme.
O estande da CDHU vai mostrar ao público uma maquete eletrônica (TV LCD/vídeo) do novo padrão arquitetônico adotado nos empreendimentos construídos pela Companhia. Baseado no desenho universal, esse novo padrão foi obtido a partir de estudos e ações para que todos os usuários possam utilizar a moradia e os espaços coletivos e públicos da melhor forma. O desenho universal privilegia o atendimento da população em geral e, sobretudo, dos idosos e dos portadores de deficiência.
A maquete eletrônica desperta o interesse e estimula o visitante a uma participação interativa. Por meio de joystick, o visitante 'passeia' por todos os cômodos de uma casa inclusiva.
As adaptações arquitetônicas darão mais autonomia aos deficientes. Os banheiros, por exemplo, são maiores e possuem barras de apoio na porta, próximas ao sanitário e ao chuveiro. A adaptação nas portas, remove uma das grandes barreiras na vida da pessoa com deficiência motora.
As portas de 70 cm de largura, que impedem a passagem de cadeiras de rodas, foram substituídas pelas de 90 cm de largura, o que facilita a circulação e o acesso a todos os espaços da moradia.
Pacote prevê a criação de 40 mil novos lotes
Correio Braziliense, Pág Cidades
Raphael Veleda e Lúcio Costi - Especial para o Correio
Para evitar a ocupação irregular do solo e aumentar a oferta de moradias, especialmente para a população de baixa renda, o governo local lança hoje um grande programa habitacional. O plano inclui o lançamento de novos setores e a ampliação de algumas cidades. Serão criados 40 mil novos lotes e um financiamento especial facilitará o acesso da população à casa própria.
A expectativa do GDF é beneficiar cerca de 152 mil pessoas em cidades como Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará e Taguatinga, que ainda têm espaços vagos e exigiriam menos gastos com infra-estrutura. Mas também serão criadas novas unidades habitacionais. Com o apoio de parcerias público-privadas (PPPs) ainda não especificadas, o GDF pretende construir, por exemplo, o Setor Mangueiral, perto do Jardim Botânico.
A iniciativa privada será convidada a participar do financiamento do programa Cheque Moradia, que dará às famílias que ganham até três salários mínimos por mês a chance de reformar suas casas. O governador José Roberto Arruda deve anunciar ainda a criação do Financiamento Social, que será facilitado para as famílias carentes. Dependendo da faixa de renda, os beneficiados poderão ter subsídio de até 100% na compra dos terrenos. A classe média será incluída no programa, mas com subsídios menores.
Servidores do GDF serão beneficiados. Bombeiros e policiais militares, por exemplo, receberam a boa notícia na última terça-feira, quando ouviram do governador que 1.050 profissionais comprarão lotes em Planaltina e no Gama com financiamento especial. Os militares já foram cadastrados e terão 60 dias para entregar a documentação necessária ao recebimento dos terrenos.
O programa habitacional será lançado em duas fases. Uma hoje e outra após a aprovação pela Câmara Legislativa do novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). Só com a lei em vigor o GDF poderá regularizar a maioria dos condomínios ilegais, que abrigam hoje 24% da população do DF.
Lucro do BB sobe 67% com ganho extra
OESP, Pág Economia
O lucro líquido do Banco do Brasil (BB) aumentou 67% no primeiro trimestre deste ano e atingiu R$ 2,35 bilhões. Além de superar com folga os números do Bradesco e do Itaú, o resultado ficou acima das expectativas dos analistas, cuja estimativa estava na casa de R$ 1,5 bilhão.
A explicação para o lucro surpreendente está nos fatores extraordinários, que totalizaram R$ 789 milhões. Só a venda da participação na Visa Internacional rendeu ao banco R$ 305 milhões. Junta-se a isso a reavaliação de participações societárias pelo método de equivalência patrimonial, que acrescentou R$ 241 milhões ao resultado, entre outros ganhos.
O presidente do BB, Francisco Lima Neto, explica que o lucro reflete as medidas de reestruturação de pessoal e de redução de custos. "O banco continua em trajetória ascendente, que confirma um pouco o que falávamos no ano passado, quando tomamos medidas importantes. Isso certamente contaminou o lucro em 2007. Este ano começamos vida nova e as medidas de 2007 começaram a surtir efeito", disse.
No ano passado, o banco abriu um plano de aposentadoria antecipada que retirou cerca de 7 mil pessoas do quadro, mas causou uma despesa de R$ 900 milhões. Também foram tomadas medidas de menor custo, que buscaram ampliar a eficiência operacional.
Lima Neto disse não ser possível avaliar se o banco permanecerá com rentabilidade acima dos concorrentes privados. "O que pretendemos é ter uma trajetória crescente de resultados consistentes, mas não gostaria de fazer nenhum prognóstico de resultado para o ano."
Além das receitas extraordinárias, a instituição ganhou com o avanço da carteira de crédito. O estoque de empréstimos cresceu 23,1% e somou R$ 172,76 bilhões. A maior expansão ocorreu nas operações para pessoas físicas, de 47,5%, chegando a R$ 38,54 bilhões.
O índice de inadimplência ficou praticamente estável . As operações vencidas há mais de 60 dias totalizavam 2,8% da carteira e as vencidas há mais de 90 dias, 2,4%. A previsão do banco é que a carteira de crédito cresça 25% em 2008. No portfólio de pessoa física, a expansão deverá ser de 30% a 35% e, para a jurídica, entre 25% e 30%.
O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do BB, Aldo Luiz Mendes, confirmou que entre o fim de junho e o começo de julho, o banco passará a operar com crédito imobiliário com os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa é de que a carteira de crédito imobiliário some R$ 1 bilhão no fim do ano.
Mercado
• Novas vantagens no FGTS em consórcios
• Toda a burocracia dos cartórios agora em um CD
• Agora é a hora certa para comprar a sua nova casa
• Crédito para habitação tem início em julho
• Evento traz imóveis para a classe média
• CEF iguala regras de financiamento de imóveis usados e novos
• FGTS: 100% na casa
• Caixa amplia prazo da carta de crédito
• Crescendo como mato
• 2,6 mil imóveis no litoral
• Pacote prevê a criação de 40 mil novos lotes
Novas vantagens no FGTS em consórcios
O sistema de consórcio contará com novas vantagens na utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no abatimento das parcelas. A chamada ´Lei Aelton Freitas´, que regulamentará o funcionamento da modalidade imobiliária, traz entre outras vantagens, a possibilidade de utilizar a carta de crédito para a quitar o financiamento da casa própria. A matéria deverá voltar ao Senado para nova apreciação, em razão da supressão de dois dispositivos constantes em outras legislações em vigor. Desde maio de 2002 que é possível usar os recursos do FGTS no sistema consorciado.
Para Rodolfo Montosa, presidente nacional da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), ´trata-se de uma vitória de um sistema genuinamente brasileiro´. ´O texto do projeto de lei fortalece os diversos setores do sistema, possibilitando uma evolução nos consórcios, hoje, um dos principais mecanismos para aquisição parcelada, sem juros, de um bem ou de um serviço´, afirmou Montosa.
Transferência
Quanto à possibilidade de utilizar a carta de crédito para a quitação de financiamento imobiliário, ele esclareceu que é ´uma situação até então não prevista nas normas do Banco Central. Isto beneficiará, principalmente, os mutuários que desejem transferir o financiamento de seu imóvel para o consórcio´. ´Nesse caso, poderão utilizar a contemplação da cota para liquidar o débito, deixando de pagar os juros, que aumentam muito os custos, visto que no Sistema de Consórcios eles inexistem´.
O projeto de lei, ao ser aprovado pelo Senado, confirma ainda a utilização do FGTS para oferta de lance ou complemento do valor do crédito para pagar o preço do imóvel.
Devolução a excluídos
No Projeto de lei está incluída também a nova sistemática de devolução de valores pagos a consorciados excluídos. O critério prevê a devolução àquele que deixa o grupo, que já tenha pago seis ou mais parcelas, por meio da participação no sorteio das assembléias mensais, ao lado dos participantes ativos em dia com suas obrigações. Ao ser sorteado, o excluído receberá o reembolso da importância investida a que tem direito. A introdução dessa possibilidade confere a todos os participantes as mesmas condições de acesso ao crédito por meio de sorteios. Os consorciados que pagaram entre uma e cinco parcelas serão reembolsados por ocasião do encerramento do grupo. ´A mudança é uma forma criativa e justa para a solução do conflito de interesses entre os consorciados adimplentes e os excluídos, sem afetar a saúde financeira do grupo consorcial´, avalia o presidente da Abac.
Do Conselho Curador - Cliente deve atender a determinações
Para utilizar o FGTS em operações que envolvam administradora de consórcio de imóveis residenciais, o cliente deve atender as determinações do Conselho Curador do Fundo, cujos recursos são administrados pela Caixa Econômica Federal. As opções são lance na obtenção da Carta de Crédito de Consórcio e como complemento da Carta. Para isso, o trabalhador deve apresentar à agência da Caixa o extrato atualizado da sua conta vinculada e autorizar sua utilização.
Na ocorrência do cliente ser contemplado, o valor do FGTS é deduzido da carta de crédito do consórcio, de acordo com as condições previstas para o uso do Fundo. Por exemplo: o valor de avaliação e compra e venda do imóvel deve atender aos valores máximos vigentes para o Sistema Financeiro da Habitação, na data de sua utilização.
O uso do FGTS nos consórcios imobiliários atende à alguns requisitos: os trabalhadores não podem ser proprietários de imóveis residenciais financiados pelo SFH, em qualquer parte do território nacional, não podem também possuir imóvel residencial concluído ou em construção no município onde reside.
Com volume de negócios próximos a R$ 20 bilhões em 2007, o Sistema de Consórcios, criado há mais de 45 anos, conta com 3,5 milhões de participantes ativos devendo ter as atuais normas transformadas em lei.
Entrevista
Sérgio Freire - Presidente da Abac para o Nordeste
O que o projeto de lei vai agregar ao que o sistema de consórcio já contempla?
A lei ratifica o que já é permitido. O consorciado pode utilizar o FGTS tanto para a oferta de lance como para complementar o valor do imóvel. A grande novidade é permitir a quitação do financiamento com o crédito do consórcio.
Qual a importância da mudança?
É porque no consórcio não há juros, ao contrário do que ocorre nos financiamentos. No sistema consorciado existe uma taxa de administração, diluída ao longo do prazo.
Qual a maior vantagem da nova legislação?
O mais importante é a segurança que um sistema, com um número expressivo de consorciados como esse, ganha quando passa a ser regido através de norma. Significa mais confiança para o consorciado, para as administradoras e o próprio mercado.
Qual a expectativa quanto à aprovação do projeto?
A lei tem tudo para ser aproveitada. Ainda vai voltar ao Senado, mas acreditamos que em 60 dias, o documento será sancionado pelo presidente.
Fonte: Diário do Nordeste (Isildene Muniz)
Toda a burocracia dos cartórios agora em um CD
Uma das principais novidades que colaboram para agilizar o processo de compra do imóvel é a chamada certidão digital. Antes, o comprador solicitava a certidão de matrícula do imóvel, as certidões negativas da quitação de tributos e débitos condominiais pela internet. Mas demorava até cinco dias para que o cartório emitisse o documento - em papel - e o enviasse para a casa do cliente.
Agora, os cartórios fazem a emissão online. Assim, o posto do cartório no Feirão da Caixa Econômica Federal recebe o documento e o grava em um CD para os interessados. Dessa forma, o comprador pode levar o documento para os estandes das imobiliárias e concretizar a compra no mesmo dia.
A Caixa também trabalhou para facilitar a vida dos futuros proprietários de imóveis. A instituição avaliou o cadastro de mais de um milhão de clientes e pré-aprovou o crédito de 100 mil correntistas.
Nos últimos dias, eles receberam uma carta em casa com o valor que podem utilizar no financiamento da casa própria. 'Assim, esses correntistas já podem pular essa etapa e resolver tudo mais rápido ainda', afirma o gerente regional de habitação da Caixa, Luiz Carlos Previlato.
Com todas essas medidas, o banco espera atrair mais de 160 mil pessoas nos quatro dias de Feirão e fechar cerca de 22 mil negócios. No primeiro dia do evento, até as 18h de ontem, 15 mil pessoas já tinham passado pelo Pavilhão Azul do Expo Center Norte. 'Domingo deve ser o dia de mais movimento', projeta Previlato.
Certidão digital
Antes, os cartórios levavam até cinco dias para emitir uma certidão
Agora, o documento é emitido no mesmo dia, pela internet, e gravado em um CD
Dessa forma, o comprador pode carregar a certidão para os estandes e agilizar o processo de compra da casa própria
Fonte: Jornal da Tarde
Agora é a hora certa para comprar a sua nova casa
Se você tem condições de financiar a casa própria agora, faça isso.Essa é a recomendação de especialistas em finanças e no mercado imobiliário. "Ninguém deve comprar um imóvel por impulso, mas para quem pode comprometer até 25% do orçamento com as parcelas, o melhor é aproveitar o momento e comprar logo, pois a tendência é que os preços comecem a subir", diz João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
Com o crescente número de lançamentos, os bons terrenos têm ficado cada vez mais escassos - e, conseqüentemente, mais caros. Além disso, o aumento do poder de compra dos trabalhadores fez a procura por imóveis disparar. "Quem não tem casa, quer comprar", diz Crestana. "E quando sobra um dinheirinho, esse é o primeiro investimento que as famílias fazem", afirma Crestana.
A oferta de crédito também pressionou a demanda. "Hoje, quem ganha de cinco salários mínimos para cima certamente vai encontrar um financiamento que caiba no bolso", garante João Cláudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo.
Esse aquecimento empurra os preços para cima. "Não vai haver uma disparada no valor dos imóveis", afirma Crestana. "Mas os preços vão subir devagar, acompanhando a movimentação do mercado. O encarecimento dos imóveis deve começar pelas unidades voltadas às classes alta e média-alta. Porém, não vai demorar mais de cinco anos para que a classe média sinta no bolso a valorização das unidades", avalia o presidente do Secovi.
No resto do Estado, Crestana prevê que o ritmo de crescimento e procura será menos intenso do que na Grande São Paulo.
Fonte: Estadão
Crédito para habitação tem início em julho
O Banco do Brasil pretende começar a operar com crédito imobiliário por meio do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) até o mês de julho, de acordo com o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes. A idéia, diz o executivo, é formar uma carteira de R$ 1 bilhão em financiamentos até o final deste ano.
Até hoje, o Banco do Brasil só negocia empréstimos imobiliários por meio de uma parceria com a Poupex, uma associação de poupança ligada ao Exército. O banco enfrentava restrições legais para atuar nesse mercado porque era obrigado, até dois meses atrás, a usar o dinheiro captado nas cadernetas de poupança em crédito rural, e não em financiamentos habitacionais, como a maioria das instituições financeiras.
Essa limitação, porém, foi revogada em março pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que liberou o uso da chamada poupança rural também em crédito imobiliário. O Banco do Brasil pretende alcançar uma carteira de R$ 4,5 bilhões nessa modalidade num prazo de quatro anos.
Apostas
O financiamento para aquisição de imóveis é uma das apostas do BB para crescer no mercado de crédito. Outra iniciativa são os empréstimos que financiam a compra de veículos, que no final de março somavam R$ 3,544 bilhões, crescimento de 175% em relação a março do ano passado.
A carteira de crédito total do banco chegou a R$ 172,8 bilhões no final do primeiro trimestre. A meta é que, neste ano, o saldo de empréstimos liberados pelo banco cresça 25%.
Fonte: Folha de São Paulo
Evento traz imóveis para a classe média
Clientes que procuram apartamentos mais caros e com padrão de qualidade elevado também vão encontrar opções no feirão, como é o caso dos projetos da Hábil, que custam a partir de R$ 160 mil.
A maior parte do público que participou das várias edições do Feirão da Casa Própria pretendia comprar imóveis que custassem até R$ 100 mil. Mas outra faixa de público quer adquirir apartamentos mais caros e com padrão de qualidade mais elevado. Por isso, a
Hábil Engenharia resolveu divulgar dois empreendimentos voltados para a classe média durante o evento.
Um dos prédios é o Manguinho Residence, que vai ser construído nas Graças. A obra deve ficar pronta em 20 meses. São apartamentos com 85 metros quadrados, três quartos e duas vagas de garagem. O prédio vai ter uma área de lazer com piscina e salão de festas. Os apartamentos custam a partir de R$ 200 mil.
"A nossa expectativa para a feira é muito boa, porque o financiamento bancário para imóveis já está mais popularizado. O feirão engloba vários perfis de apartamentos. Não só para a baixa renda, a classe média também pode aproveitar as ofertas", explica o gerente comercial da Hábil Engenharia, Fernando Cabral.
O outro prédio da Hábil que vai ser comercializado no feirão é o Morumbi Residencial, que está localizado na Rua Guimarães Peixoto, em Casa Amarela. As unidades de 75 metros quadrados custam cerca de R$ 160 mil. O edifício está pronto para morar.
Financiamento
Os compradores dos dois empreendimentos vão contar com financiamento da Caixa Econômica Federal. O banco chega a financiar até 100% do valor do imóvel dependendo do preço e da faixa de renda do comprador. O prazo de pagamento vai até 30 anos.
Com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a Caixa financia até 100% do valor do imóvel quando o prazo de pagamento é de 240 meses e a renda do cliente varia entre R$ 380 e R$ 3.900. O valor máximo de avaliação do imóvel não pode ultrapassar R$ 80 mil. As taxas de juros variam entre 6% e 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR).
O horário de funcionamento do feirão no Recife será de 10h às 20h, na sexta-feira e no sábado, e das 10h às 18h no domingo. Mais informações sobre o feirão e as linhas de crédito podem ser obtidas no site www.caixa.gov.br.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
CEF iguala regras de financiamento de imóveis usados e novos
A partir de hoje, as regras para financiamento de imóveis usados passam a ser as mesmas aplicadas aos imóveis novos. Agora, quem comprar um imóvel usado de até R$ 130 mil reais poderá financiar até 100% desse valor. Pela regra antiga, o financiamento integral se aplicava apenas às unidades novas ou em construção.
No caso dos usados, o crédito correspondia a, no máximo, 80% do valor do bem. "Igualamos as condições para todos os tipos de imóveis", afirma Maria Fernanda Ramos Coelho, presidente da Caixa. "Com isso, pretendemos facilitar ao máximo a compra da casa própria e trabalhar para reduzir o déficit habitacional brasileiro - que atualmente gira em torno de 7,9 milhões de moradias."
A mudança foi anunciada pela Caixa Econômica Federal durante a cerimônia de abertura do 4º Feirão da Casa Própria, que acontece até domingo no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. As regras de concessão de crédito variam de acordo com o sistema de amortização que o comprador escolher.
Para o pagamento em até 240 meses, o mutuário pode financiar até 100% do valor do imóvel. Quem vai quitar a dívida em até 300 meses, consegue crédito de no máximo 90%. Já quem compra uma casa em até 360 meses, financia 80% da quantia total. O porcentual se aplica sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.
Além das restrições ligadas ao prazo de pagamento, para quem mora na Região Metropolitana de São Paulo, há ainda uma outra limitação para conseguir o financiamento integral: o imóvel deve custar, no máximo, R$ 130 mil. No Feirão, há 90 mil opções de imóveis. Cerca de 55 mil são usados e custam, em média, R$ 65 mil.
Quem quiser comprar um imóvel desse tipo no evento já poderá aproveitar as novas regras. Mas ao término do Feirão, os interessados podem procurar uma agência da Caixa e encontrar as mesmas condições de financiamento. "Ao estimular a compra de imóveis usados, pretendemos movimentar toda a cadeia produtiva do mercado imobiliário", afirma Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa.
"Embora o mercado tenha registrado um crescimento muito grande em 2007, a alta ficou concentrada especialmente nos lançamentos." Dados da Empresa Brasileira de Estudos do patrimônio (Embraesp) mostra que, no ano passado, a Região Metropolitana de São Paulo ganhou mais de 100 novas unidades por dia. Foram lançados 59.403 imóveis, 38.536 só na capital.
"Em uma região saturada, precisamos trabalhar para movimentar o mercado de todas as formas", avalia Flávio Prando, presidente em exercício do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). "Dessa maneira, conseguimos oferecer mais opções aos consumidores, que agora encontram imóveis para todos os bolsos."
Feirão
No Feirão da Caixa, há desde imóveis que custam R$ 10 mil até os que valem mais de R$1 milhão. "Hoje, quem ganha até cinco salários mínimos certamente vai encontrar uma opção que caiba no seu orçamento", afirma João Robusti, presidente Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon). Quem visitar o Pavilhão Azul do Expo Center Norte conseguirá encontrar imóveis com prestações de até R$ 99.
Fonte: Tribuna da Imprensa
FGTS: 100% na casa
A Caixa Econômica Federal passou a financiar 100% do imóvel usado na linha de crédito que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Antes, o empréstimo habitacional era de até 80% do valor do usado e de 100% para as unidades na planta ou novas, com até 180 dias de obra.
A ampliação da quota do empréstimo já está em vigor nas agências da Caixa e também estará disponível na quarta edição do Feirão da Casa Própria, entre os dias 5 e 8 de junho, no Riocentro.
SAC OU PRICE
Outra novidade é que o prazo de pagamento poderá chegar a 30 anos, mas vai depender do sistema de amortização a ser escolhido. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a prestação começa mais alta e vai dimuindo ao longo do contrato — o mais recomendado por especialistas. No sistema Price, a parcela é menor no início e vai aumentando.
Agora, para o pagamento em até 240 meses (20 anos), o mutuário poderá financiar até 100% do imóvel. Até 300 meses (25 anos), financia até 90%. De 301 a 360 meses (30 anos), o limite é de 80%. O máximo vai variar, segundo a região. Para os municípios das áreas metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, o valor chega a R$ 130 mil.
CARTA DE CRÉDITO
Na carta de crédito com recursos do FGTS, os juros variam de 6% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Os trabalhadores com saldo em conta vinculada há pelo menos três anos têm desconto de 0,5% nos juros. Nesse caso, a renda bruta é de até R$ 4.900.
Acima desse valor, a taxa é de 8,66% ao ano mais TR — pela Pro-Cotista, em vigor no início do ano, com percentual acessível à classe média. Dessa forma, o empréstimo é de até 80% para imóveis usados e de até 85% para imóveis novos ou em construção. A linha de financiamento do FGTS não exige que o cliente tenha depósito no fundo.
Fonte: O Dia
Caixa amplia prazo da carta de crédito
Hoje em Dia, Pág Economia
Agostoo Franco - A Caixa Econômica Federal anunciou ontem que os mutuários da Carta de Crédito FGTS - que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e oferece a menor taxa de juros do mercado - poderão financiar até 100% da compra de imóveis usados, com prazo de até 30 anos. Antes, a Carta de Crédito FGTS financiava no máximo 80% do valor do imóvel, com prazo limitado a 20 anos. A Carta de Crédito FGTS é voltada para famílias com renda mensal de até R$ 4.900.
A Carta de Crédito FGTS tem limites de financiamento regionais. Em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, são financiados imóveis de até R$ 130 mil. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, demais capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes, o teto é de R$ 100 mil. Nas cidades menores, o limite de avaliação é de R$ 80 mil.
Com as novas regras, o percentual de empréstimo varia de acordo com o plano de amortização. Para o pagamento em até 240 meses (20 anos), o cliente pode financiar até o valor total do imóvel. Até 300 meses é possível financiar até 90%. De 301 a 360 meses, a pessoa financia até 80% da quantia. Para concessão do crédito, a Caixa considera o menor valor encontrado entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel.
Outra variável importante é a taxa de juros, menor para famílias mais pobres. Para famílias com renda bruta de até R$ 1.875,00, a taxa é de 6% ao ano, mais a TR (taxa referencial de juros, hoje em cerca de 2% ao ano). Famílias com renda bruta de R$ 1.875,01 a R$ 4.900,00 pagarão juros de 8,16% ao ano mais TR. «É um benefício, e a medida é vista com bons olhos pelo setor, mas quem contrai o empréstimo tem que tomar cuidado», alerta o vice-presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Sicovi-MG), Kênio de Souza Pereira.
Segundo ele, a expansão do crédito reflete o bom momento da economia e o aumento das garantias dos bancos, que detêm, desde 1997, a posse fiduciária dos imóveis. Ou seja, até que cada casa ou apartamento estejam totalmente quitados, eles pertencem a quem fez o empréstimo, independentemente de quantas parcelas tenham sido pagas. No entanto, o bom momento da economia não pode ser encarado como uma garantia pelas famílias. «É muito importante que a pessoa avalie as possibilidades de sua vida antes de contrair um empréstimo de 30 anos. O conselho é juntar o máximo possível de entrada e nunca comprometer mais de 20% da renda familiar com a prestação do imóvel», adverte.
O usuário que pretende contrair a dívida dentro das novas regras deve ficar atento ao valor total de juros pagos ao final do empréstimo, que aumenta significativamente com a extensão do prazo. «Antes de fazer um empréstimo de 30 anos é preciso que a pessoa coloque o valor dos juros totais na ponta do lápis. Se o custo que vai pagar ao mês, considerada uma possível taxa de administração, a TR e outras taxas, for maior do que um aluguel, por exemplo, é melhor guardar a diferença e depois usar esse dinheiro como entrada», afirma o diretor da Associação Brasileira de Mutuários da Habitação (ABMH) Lúcio Delfino.
Segundo Delfino, cada caso deve ser analisado individualmente, mas a taxa total de juros é uma das grandes responsáveis pela inadimplência atualmente. «Além dos juros anuais, é necessário considerar a TR, que incide sobre os empréstimos», destaca.
O anúncio de mudança na linha de crédito aconteceu em São Paulo, durante a abertura do 4º Feirão de Imóveis da Caixa. Em Belo Horizonte, o feirão acontece entre os dias 16 e 18 de maio, no Expominas. Em Uberlândia, de 30 de maio a 1º de junho, no Center Convention.
FINANCIAMENTOS DA CAIXA
Novas regras para compra de imóveis usados
Antes
- Percentual emprestadoaté 80% do valor
- Prazo para pagamentoaté 20 anos (240 meses)
Agora
- Para pagamento em até 240 meses - 100% do valor
- Para pagamento em até 300 meses - 90% do valor
- De 301 a 360 meses - 80% do valor
OBS.: O percentual é aplicado sobre o menor valor entre a avaliação da Caixa e o valor de compra e venda do imóvel
Limites de valores
- Imóveis no Distrito Federal e regiões metropolitanas de SP e RJ - R$ 130 mil
- Imóveis em cidades com população igual ou superior a 500 mil habitantes, entorno do DF, e demais capitais estaduais (entre elas BH) - R$ 100 mil
- Demais cidades - R$ 80 mil
OBS.: Não é necessário ter depósitos na conta vinculada do FGTS nem conta na Caixa Econômica para contratar o serviço
Como fazer o empréstimo
- O usuário encontra o imóvel
- Leva documentação pessoal e do imóvel à Caixa, para avaliação
- Recebe, então, uma Carta de Crédito FGTS, válida por 15 dias.
- Taxa de juros
- Renda familiar bruta de R$ 380,00 até R$ 1.875,00 = 6% a.a (+T.R.)
- Renda familiar bruta de R$ 1.875,01 a R$ 4.900,00 = 8,16% a.a (+T.R)
OBS.: A taxa de juros é reduzida em 0,5% para quem tem três anos ou mais de trabalho em uma mesma empresa, sob o regime do FGTS. Esse período pode ser consecutivo ou não.
Calendário dos Feirões da Casa Própria da Caixa
CIDADE - DATA
São Paulo - 14 a 18 de maio
Brasília - 16 a 18 de maio
Belo Horizonte - 16 a 18 de maio
Porto Alegre - 16 a 18 de maio
Recife16 a 18 de maio
Salvador - 16 a 18 de maio
Uberlândia - 30 de maio a 1º de junho
Rio de Janeiro - 5 a 8 de junho
Fortaleza - 6 a 8 de junho
Curitiba - 20 a 22 de junho
Crescendo como mato
Quinta-feira, 15/05/2008, OESP, Pág Economia
Uma cidade com média de 105 unidades imobiliárias novas lançadas por dia. Esse número dá a noção da importância do mercado da Capital e da Grande São Paulo. Dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mostram que, em 2007, foram lançadas 59.403 unidades imobiliárias na Região Metropolitana de São Paulo - quase o dobro dos lançamentos de 2006. Só na capital, o número chegou a 38.536 imóveis.
"Foi um ano histórico", afirma João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). E o melhor sintoma desse momento especial é a realização de mais um Feirão da Casa Própria, que vai até o domingo (veja horários na página 3) e, que ocorre no Expo Center Norte, na Rua José Bernardo Pinto, Vila Guilherme).
A capital paulista foi o epicentro do mercado imobiliário em 2007 e colaborou significativamente para que o setor de construção civil fechasse o ano com alta de 5% em relação a 2006. Os números da criação de empregos no ramo refletem esse fenômeno.
No Brasil, a taxa de crescimento de postos de trabalho no setor em 2007 foi de 15%. No Estado de São Paulo, chegou a 20%. Porém, na cidade, o número foi bem mais expressivo: bateu na casa dos 25%.
"E tudo indica que, em 2008, São Paulo vai continuar a ser vedete", estima Robusti. Somente no primeiro trimestre do ano, mais de 10 mil imóveis foram construídos na Grande São Paulo - 6.752 deles na capital. "Embora o mercado de alta renda já esteja quase saturado na região, ainda há muito espaço para crescer entre as classes média e média-baixa", analisa o presidente do Sinduscon.
O bom momento da economia é um dos fatores que justificam esse otimismo. Só nos dois últimos anos, a renda dos trabalhadores cresceu quase 20%. Já descontada a inflação, o aumento correspondeu a R$194 bilhões a mais no ganho das famílias em relação a 2005.
A oferta de crédito também disparou. Hoje, estima-se que o valor destinado a financiamentos imobiliários corresponda 4% do PIB, sendo que 2% equivalem apenas ao valor disponível nas carteiras do FGTS. "Mas em países com uma realidade próxima à brasileira, como Chile e México, o volume chega a mais de 12% do PIB. Isso mostra o quanto ainda podemos crescer", diz Robusti.
Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a ampliação do prazo de financiamento - que, no fim do ano passado, passou de 20 para 30 anos - também deve ajudar a esquentar o mercado imobiliário em 2008. "Isso beneficia principalmente a classe média baixa, para quem a diminuição no valor da parcela já faz grande diferença."
2,6 mil imóveis no litoral
Jornal do Commercio Brasil - RJ, Pág São Paulo
O governador José Serra assinou ontem, em Itanhaém, a compra de 2.639 apartamentos em fase de conclusão nos municípios de Santos, São Vicente, Peruíbe, Itanhaém e Praia Grande. A medida integra o Plano Estratégico da Baixada Santista, elaborado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para atender demandas dos municípios da região, especialmente em áreas de risco e preservação ambiental, além de servir de retaguarda para o Programa da Serra do Mar.
'Vamos reformar esses imóveis e passar para as famílias. É uma ação a curto prazo, de um impacto habitacional muito grande', disse o governador, acompanhado dos secretários estaduais Dilma Seli Pena (Saneamento e Energia) e Lair Krähenbühl (Habitação).
Os imóveis, destinados a famílias de baixa renda, foram comprados da Caixa Econômica Federal (CEF). O governo destinou recursos da ordem de R$ 105,5 milhões para a aquisição dos imóveis, que pertenciam ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR), do governo federal, cujas obras estavam paralisadas. 'É um preço razoável. Mais importante que o valor pago, porém, é a rapidez com que os imóveis serão entregues à população', analisou Serra. O contrato prevê que a CEF concluirá os empreendimentos e os entregará devidamente regularizados à CDHU, que poderá repassá-los à população de menor poder aquisitivo.
Em alguns casos, como em Santos, as obras têm prazo de conclusão de dez meses. Outras ficarão prontas mais rapidamente, como é o caso dos Conjuntos Recanto dos Pássaros, em Peruíbe, e Umuarama, em Itanhaém, que deverão ser entregues à CDHU prontos e regularizados dentro de quatro meses. A previsão para entrega do conjunto Santa Isabel, em Peruíbe, é de oito meses. Outros empreendimentos que também fazem parte do pacote de compra, ainda estão na dependência da CEF contratar o término das obras. Nesse caso estão incluídos os conjuntos de Praia Grande, São Vicente e alguns de Itanhaém.
Santos. Serra também foi a Santos, onde participou da cerimônia de retomada das obras do Conjunto Habitacional Cruzeiro do Sul, no Morro da Nova Cintra, que faz parte do pacote de imóveis adquiridos da CEF. Os 160 apartamentos desse conjunto vão atender famílias vítimas do incêndio da Vila Alemoa, ocorrido em dezembro de 2006.
As demais unidades adquiridas terão a seguinte destinação: 700 unidades serão reservadas para o município de São Vicente, com prioridade para a conclusão da urbanização da Favela México 70; 979 moradias atenderão à demanda geral das cidades de Praia Grande, Peruíbe e Itanhaém; 800 unidades servirão como retaguarda para o reassentamento de famílias do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar.
Lair Krähenbühl também assinou acordo em Itanhaém para a construção, pela CDHU, de 500 moradias em um terrenos de 54 mil metros quadrados no Jardim Tanise. O empreendimento deverá ter casas sobrepostas de dois e três dormitórios.
Feirão da Casa Própria. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano participa do 4º Feirão da Casa Própria em São Paulo. O Feirão começou ontem e vai até 24 de junho no Expo Center Norte, Pavilhão Azul, Rua José Bernardo Pinto, Vila Guilherme.
O estande da CDHU vai mostrar ao público uma maquete eletrônica (TV LCD/vídeo) do novo padrão arquitetônico adotado nos empreendimentos construídos pela Companhia. Baseado no desenho universal, esse novo padrão foi obtido a partir de estudos e ações para que todos os usuários possam utilizar a moradia e os espaços coletivos e públicos da melhor forma. O desenho universal privilegia o atendimento da população em geral e, sobretudo, dos idosos e dos portadores de deficiência.
A maquete eletrônica desperta o interesse e estimula o visitante a uma participação interativa. Por meio de joystick, o visitante 'passeia' por todos os cômodos de uma casa inclusiva.
As adaptações arquitetônicas darão mais autonomia aos deficientes. Os banheiros, por exemplo, são maiores e possuem barras de apoio na porta, próximas ao sanitário e ao chuveiro. A adaptação nas portas, remove uma das grandes barreiras na vida da pessoa com deficiência motora.
As portas de 70 cm de largura, que impedem a passagem de cadeiras de rodas, foram substituídas pelas de 90 cm de largura, o que facilita a circulação e o acesso a todos os espaços da moradia.
Pacote prevê a criação de 40 mil novos lotes
Correio Braziliense, Pág Cidades
Raphael Veleda e Lúcio Costi - Especial para o Correio
Para evitar a ocupação irregular do solo e aumentar a oferta de moradias, especialmente para a população de baixa renda, o governo local lança hoje um grande programa habitacional. O plano inclui o lançamento de novos setores e a ampliação de algumas cidades. Serão criados 40 mil novos lotes e um financiamento especial facilitará o acesso da população à casa própria.
A expectativa do GDF é beneficiar cerca de 152 mil pessoas em cidades como Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará e Taguatinga, que ainda têm espaços vagos e exigiriam menos gastos com infra-estrutura. Mas também serão criadas novas unidades habitacionais. Com o apoio de parcerias público-privadas (PPPs) ainda não especificadas, o GDF pretende construir, por exemplo, o Setor Mangueiral, perto do Jardim Botânico.
A iniciativa privada será convidada a participar do financiamento do programa Cheque Moradia, que dará às famílias que ganham até três salários mínimos por mês a chance de reformar suas casas. O governador José Roberto Arruda deve anunciar ainda a criação do Financiamento Social, que será facilitado para as famílias carentes. Dependendo da faixa de renda, os beneficiados poderão ter subsídio de até 100% na compra dos terrenos. A classe média será incluída no programa, mas com subsídios menores.
Servidores do GDF serão beneficiados. Bombeiros e policiais militares, por exemplo, receberam a boa notícia na última terça-feira, quando ouviram do governador que 1.050 profissionais comprarão lotes em Planaltina e no Gama com financiamento especial. Os militares já foram cadastrados e terão 60 dias para entregar a documentação necessária ao recebimento dos terrenos.
O programa habitacional será lançado em duas fases. Uma hoje e outra após a aprovação pela Câmara Legislativa do novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). Só com a lei em vigor o GDF poderá regularizar a maioria dos condomínios ilegais, que abrigam hoje 24% da população do DF.
Lucro do BB sobe 67% com ganho extra
OESP, Pág Economia
O lucro líquido do Banco do Brasil (BB) aumentou 67% no primeiro trimestre deste ano e atingiu R$ 2,35 bilhões. Além de superar com folga os números do Bradesco e do Itaú, o resultado ficou acima das expectativas dos analistas, cuja estimativa estava na casa de R$ 1,5 bilhão.
A explicação para o lucro surpreendente está nos fatores extraordinários, que totalizaram R$ 789 milhões. Só a venda da participação na Visa Internacional rendeu ao banco R$ 305 milhões. Junta-se a isso a reavaliação de participações societárias pelo método de equivalência patrimonial, que acrescentou R$ 241 milhões ao resultado, entre outros ganhos.
O presidente do BB, Francisco Lima Neto, explica que o lucro reflete as medidas de reestruturação de pessoal e de redução de custos. "O banco continua em trajetória ascendente, que confirma um pouco o que falávamos no ano passado, quando tomamos medidas importantes. Isso certamente contaminou o lucro em 2007. Este ano começamos vida nova e as medidas de 2007 começaram a surtir efeito", disse.
No ano passado, o banco abriu um plano de aposentadoria antecipada que retirou cerca de 7 mil pessoas do quadro, mas causou uma despesa de R$ 900 milhões. Também foram tomadas medidas de menor custo, que buscaram ampliar a eficiência operacional.
Lima Neto disse não ser possível avaliar se o banco permanecerá com rentabilidade acima dos concorrentes privados. "O que pretendemos é ter uma trajetória crescente de resultados consistentes, mas não gostaria de fazer nenhum prognóstico de resultado para o ano."
Além das receitas extraordinárias, a instituição ganhou com o avanço da carteira de crédito. O estoque de empréstimos cresceu 23,1% e somou R$ 172,76 bilhões. A maior expansão ocorreu nas operações para pessoas físicas, de 47,5%, chegando a R$ 38,54 bilhões.
O índice de inadimplência ficou praticamente estável . As operações vencidas há mais de 60 dias totalizavam 2,8% da carteira e as vencidas há mais de 90 dias, 2,4%. A previsão do banco é que a carteira de crédito cresça 25% em 2008. No portfólio de pessoa física, a expansão deverá ser de 30% a 35% e, para a jurídica, entre 25% e 30%.
O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do BB, Aldo Luiz Mendes, confirmou que entre o fim de junho e o começo de julho, o banco passará a operar com crédito imobiliário com os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A expectativa é de que a carteira de crédito imobiliário some R$ 1 bilhão no fim do ano.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
as notícias de hoje, 07/04, são:
as notícias de hoje, 07/04, são:
- Créditos em atraso;
- Bem mais perto da casa nova;
- Lopes lança no Rio marca de imóveis econômicos;
- Casa própria;
- Diferencial é prazo para 1º pagamento;
- BB quer incentivar financiamento;
- BC: em fevereiro, 55% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil;
- Concorrência valoriza a figura do corretor;
- Crédito ainda gera dúvida nos clientes.
Créditos em atraso
Os atrasos na quitação de parcelas de "home-equity loans" (empréstimos garantidos por um segundo crédito imobiliário, avalizado pela casa própria em amortização), de empréstimos contraídos para a compra de automóveis e dos pagamentos das faturas de cartões de crédito por parte dos consumidores dos Estados Unidos alcançaram o nível mais elevado dos últimos 15 anos durante o quarto trimestre do ano passado. Esse é mais um sinal de que a economia americana está desacelerando, segundo uma pesquisa da Associação Americana dos Dirigentes de Bancos.
Fonte: Valor Econômico
Bem mais perto da casa nova
O menino Cristiano Tavares, de 8 anos, viu de perto, ontem à tarde, o lugar onde vai morar em breve. Ele, a mãe, e as duas irmãs são os primeiros moradores do Complexo de Manguinhos cadastrados para ocupar ; uma das 314 residências que serão construídas no antigo Depósito de Suprimentos do Exército (DSup), na Avenida Dom Hélder Câmara.
A família do "companheiro" Cristiano, como foi apelidado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva no início de março, viverá num apartamento duplex, de 45 metros quadrados, com dois quartos, previsto para ficar pronto em até seis meses. No total, 1.794 moradias serão erguidas em Manguinhos.
Pela manhã, o vice-governador e o secretário de Obras Luís Fernando Pezão deu o pontapé inicial nas obras do PAC na comunidade. Na solenidade, dois armazéns foram demolidos para dar lugar às novas residências. Pelo menos quatro dos galpões da área de 80 mil metros quadrados - desapropriados por R$ 4,8 milhões pelo governo federal - serão aproveitados na obra. Assim que chegou, Pezão fez questão de tranquilizar a família de Cristiano e deu um recado enviado pelo presidente Lula:
- O Lula só fala nisso. Eles podem ficar tranquilos que, em pouco tempo, estarão morando e nadando aqui - disse ele, referindo-se à promessa feita pelo presidente de que o garoto teria uma casa nova e uma piscina comunitária para aprender a nadar.
Com sorriso nos lábios e capacete na cabeça, Cristiano disse que seu maior sonho é deixar de lado o barraco de madeira onde vive com a mãe e as duas irmãs e escapar da rotina violenta que vive na comunidade:
- Minha casa é muito pequena e lá tem muito tiro.
Ensino médio
Nas instalações que serão erguidas no antigo depósito do Exército, os moradores contarão ainda com uma escola nova, voltada para estudantes de ensino médio.
Na área perto da escola, devem ser erguidos ainda um hospital 24 horas, um centro de geração de renda, quadras esportivas, praças e um parque aquático. As primeiras unidades devem estar prontas em cinco meses.
O projeto prevê ainda uma via de quatro quilômetros que ligará a Avenida Dom Hélder Câmara à Avenida Brasil.
Fonte: Extra (Natalia Von Korsch)
Lopes lança no Rio marca de imóveis econômicos
A Lopes lança hoje a Habitcasa Rio, seu selo no segmento de imóveis econômicos, de até R$ 180 mil. O setor representou 34% das vendas da imobiliária na capital fluminense em 2007. A unidade abre com 150 corretores, mas a meta é chegar a 400 em 2009. No Rio desde 2006, a Lopes comprou a Patrimóvel em 2007 e tem 1.100 corretores na cidade.
Fonte: O Globo (Flavia Oliveira)
Casa própria
O gerente regional de negócios imobiliários da Caixa Econômica, Luís Byron, informou durante lançamento da Duarte Construções, quarta-feira no JCPM Trade Center, que o banco deverá aumentar o percentual máximo de financiamento de 80% para 90% do valor total do imóvel. Esta mudança vale para os usuários da Carta de Crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Fonte: Diário de Pernambuco
Diferencial é prazo para 1º pagamento
O analista de mercado da superintendência regional do Banco do Brasil, Dariel Elias de Souza, salienta que a linha de crédito imobiliário da instituição tem dois grandes diferenciais das demais oferecidas pelo mercado. Uma delas é a carência para pagamento da primeira parcela. O cliente pode escolher começar a pagar em até seis meses. Durante o período da carência, não é paga a parcela capital, somente os juros e o seguro. O outro diferencial é uma parcela chamada "pula". O tomador do empréstimo escolhe um mês do ano em que não quer pagar a parcela. "Às vezes o cliente acha que janeiro é um mês complicado, com muitas contas, então não paga a parcela naquele mês. Da mesma forma como na carência, só vai pagar no período os juros e o seguro".
Souza explica que em créditos imobiliários a burocracia é um pouco maior que a de qualquer outro tipo de empréstimo. Contudo, ele destaca que em no máximo dois dias o banco informa ao cliente se a proposta foi aprovada ou não. O andamento do processo até a liberação do dinheiro é que vai depender da agilidade do tomador em juntar todos os documentos exigidos. O limite de financiamento é de R$ 1,5 milhão e o BB financia o máximo de 80% do valor de avaliação do imóvel.
Para imóveis de até R$ 120 mil, as taxas no financiamento pré-fixado estão em 13,21% ao ano e no pós-fixado é TR mais 11,99% a.a. No caso do valor do imóvel ser acima de R$ 350 mil, a taxa no pré-fixado é de 13,25% a.a e no pós, TR mais 12% a.a. Conforme Souza, são taxas normais do mercado. A partir de junho, com entrada dos recursos da poupança, a tendência é que as taxas sejam menores. Quem estiver interessado pode fazer uma simulação pelo site do BB. (VC)
Fonte: A Gazeta - MT (Valéria Cristina Carvalho)
BB quer incentivar financiamento
Com menos de um mês de operação, a linha de crédito imobiliário com recursos próprios do Banco do Brasil já recebeu 48 propostas de financiamento para compra da casa própria em Mato Grosso, dos quais 18 estão aprovados. Na média, o banco recebeu 2,08 propostas por dia, uma vez que o produto está sendo trabalhado há 23 dias. Qualquer pessoa, independentemente de ser cliente do banco, pode pleitear o empréstimo. O limite de financiamento é de R$ 1,5 milhão, com até 240 meses para pagar.
O BB começou a trabalhar com crédito imobiliário no ano passado, por meio de um convênio com a Poupex, uma associação de poupança do Exército com experiência de 25 anos no financiamento de imóveis. De início, o Poupex financiava somente habitação para militares, depois abriu para o público em geral. O convênio com o BB começou em maio de 2007. Mas o banco sempre teve uma demanda bem maior do que poderia ofertar, pois não tinha recursos próprios para desenvolver essa linha de crédito.
De acordo com o analista de mercado da superintendência regional do Banco do Brasil, Dariel Elias de Souza, somente no mês passado começou a funcionar a linha de crédito com recursos próprios. E na semana que passou o BB conseguiu do Banco Central autorização para utilizar depósitos da poupança para o mesmo fim. Mas isso só deve acontecer a partir de junho.
Souza explica que o BB decidiu atuar com mais força no financiamento imobiliário por vários fatores. Um deles é a necessidade de atender a crescente demanda em relação a esse produto. Também havia a questão de oferecer o serviço aos clientes que procuravam pela linha. Além disso, o analista cita ainda a tendência de mercado e o aquecimento da construção civil.
Ele destaca não haver um montante definido para os estados na linha de financiamento imobiliário. Existe um recurso nacional, de R$ 3 bilhões para este ano, que será disponibilizados aos estados da federação de acordo com a demanda que for apresentada. Esse valor deve aumentar bastante a partir de junho, quando o banco começar a trabalhar com os recursos da poupança. Souza diz saber da força da Caixa Econômica Federal (CEF) nesta área, mas aponta que o BB também quer fazer a sua parte. Ele frisa ainda que o prazo de aprovação dos cadastros tem sido bem menor que o da CEF.
Fonte: A Gazeta - MT (Valéria Cristina Carvalho)
BC: em fevereiro, 55% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil
Dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Banco Central revelam que, no segundo mês deste ano, 55,4% dos grupos em andamento dos consórcios de imóveis eram para unidades de até R$ 50 mil.
No total, 19 grupos (1,08%) eram para adquirir construções de até R$ 10 mil, 959 (54,33%), para unidades de R$ 10 mil a R$ 50 mil, e 787 (44,59%), para compras acima de R$ 50 mil. Em fevereiro de 2007, os percentuais eram de 1,06%, 56,6% e 42,3%, respectivamente.
Inadimplência
A inadimplência total dessa carteira, medida entre os participantes ativos que estão em atraso, independentemente de terem sido contemplados, atingiu 10,87% em fevereiro.
Na comparação com o mês anterior, quando o índice de não-pagamento foi de 10,67%, houve alta de 20 pontos-base. Frente a fevereiro do ano passado, quando os participantes com atraso respondiam por 13,46% do total de ativos, houve declínio de 2,59 pontos percentuais.
Ainda segundo o BC, esta taxa reflete uma inadimplência de 8,08% entre os investidores não contemplados, e de 2,79%, entre os que já foram contemplados.
Participantes ativos
Em janeiro, 13,74% dos participantes ativos de consórcios no País pertenciam ao segmento imobiliário. Atualmente, esse percentual significa 473.806 pessoas num universo de 3,447 milhões.
Frente a janeiro (13,62%), foi verificada alta de 12 pontos-base na participação. Já na comparação com fevereiro de 2007 (11,98%), o crescimento foi de 176 pontos-base.
Fonte: InfoMoney
Concorrência valoriza a figura do corretor
A concorrência entre as construtoras e imobiliárias que vieram do Sudeste e estão atuando no mercado de Pernambuco e as empresas locais está tornando a figura do corretor mais valorizada. Os profissionais estão ganhando mais e recebendo treinamento sobre vários assuntos ligados ao mercado da construção civil para atender melhor o cliente.
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Luciano Novaes, diz que as imobiliárias estão muito preocupadas em criar um ambiente de trabalho mais positivo para os corretores. Segundo ele, a chegada de novas empresas como as construtoras Rossi e Cyrela e a imobiliária Lopes trouxe uma nova filosofia de trabalho e novas tecnologias de vendas. "As imobiliárias estão contratando psicólogas para ajudar o profissional e realizando palestras motivacionais. São formas de melhorar o trabalho dos corretores", explica Novaes.
O diretor da DMC Imóveis, Marcelo Carvalho, diz que a empresa fez vários treinamentos com seus 62 corretores sobre temas como o crédito habitacional e atendimento do cliente. Além disso, muitos dos profissionais da imobiliária tem aulas semanais de inglês.
"A minha equipe está muito preparada e pronta para atender toda a demanda reprimida dos clientes que querem adquirir um imóvel e ficaram muito tempo sem condições de fazê-lo. O mercado está vivendo um ótimo momento", informa Carvalho.
Edmílson Ramos de Souza, um dos corretores da empresa, afirma que as construtoras e imobiliárias não param de investir no treinamento dos profissionais. "Já fiz cursos de aprimoramento em áreas como gestão e a parte atuarial que envolve a venda de um imóvel", diz Souza. Ele informa que o aquecimento do mercado está tendo uma influência positiva nos salários da categoria.
Souza explica que os corretores estão aprendendo a comercializar novos bairros que antes não recebiam investimentos das construtoras. "Temos que aprender a vender imóveis em áreas como Jardim São Paulo, Jordão e Várzea", completa. O investimento em novas áreas está sendo feito até por grandes construtoras do mercado local como a Moura Dubeux e a Queiroz Galvão.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Crédito ainda gera dúvida nos clientes
Mesmo com a maior popularização dos financiamentos imobiliárias concedidos pelos bancos, os corretores ainda precisam conhecer melhor os detalhes das linhas de crédito. "Muitos clientes não têm condições de comprar no plano direto. Os bancos é que devem financiar os imóveis", explica o diretor da DMC Imóveis Marcelo Carvalho.
Segundo ele, os corretores da nova geração não tinham nenhuma experiência sobre as regras das linhas de crédito que só voltaram ao mercado de forma consistente há alguns meses. Já os da velha guarda também precisam de uma nova capacitação porque o sistema de financiamento mudou bastante no governo Lula.
"Os corretores estão mais preparados porque recebem treinamento sobre o financiamento dos bancos, mas ainda precisam aprender mais", informa o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Eduardo Correia de Carvalho.
Durante muito tempo, o único banco que permaneceu financiando a casa própria foi a Caixa Econômica Federal. Hoje bancos privados como Bradesco, Unibanco, Real, HSBC e Santander estão investindo bastante nessa modalidade de crédito.
O corretor Edmílson Ramos de Souza acredita que os bancos têm que investir mais no treinamento dos corretores e divulgar as vantagens do financiamento. "O corretor é o maior responsável pelo sucesso da linha de crédito do banco porque ele lida diretamente com o cliente", afirma.
Os bancos financiam imóveis de todos os valores com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança e prazo de pagamento de até 30 anos.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
- Créditos em atraso;
- Bem mais perto da casa nova;
- Lopes lança no Rio marca de imóveis econômicos;
- Casa própria;
- Diferencial é prazo para 1º pagamento;
- BB quer incentivar financiamento;
- BC: em fevereiro, 55% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil;
- Concorrência valoriza a figura do corretor;
- Crédito ainda gera dúvida nos clientes.
Créditos em atraso
Os atrasos na quitação de parcelas de "home-equity loans" (empréstimos garantidos por um segundo crédito imobiliário, avalizado pela casa própria em amortização), de empréstimos contraídos para a compra de automóveis e dos pagamentos das faturas de cartões de crédito por parte dos consumidores dos Estados Unidos alcançaram o nível mais elevado dos últimos 15 anos durante o quarto trimestre do ano passado. Esse é mais um sinal de que a economia americana está desacelerando, segundo uma pesquisa da Associação Americana dos Dirigentes de Bancos.
Fonte: Valor Econômico
Bem mais perto da casa nova
O menino Cristiano Tavares, de 8 anos, viu de perto, ontem à tarde, o lugar onde vai morar em breve. Ele, a mãe, e as duas irmãs são os primeiros moradores do Complexo de Manguinhos cadastrados para ocupar ; uma das 314 residências que serão construídas no antigo Depósito de Suprimentos do Exército (DSup), na Avenida Dom Hélder Câmara.
A família do "companheiro" Cristiano, como foi apelidado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva no início de março, viverá num apartamento duplex, de 45 metros quadrados, com dois quartos, previsto para ficar pronto em até seis meses. No total, 1.794 moradias serão erguidas em Manguinhos.
Pela manhã, o vice-governador e o secretário de Obras Luís Fernando Pezão deu o pontapé inicial nas obras do PAC na comunidade. Na solenidade, dois armazéns foram demolidos para dar lugar às novas residências. Pelo menos quatro dos galpões da área de 80 mil metros quadrados - desapropriados por R$ 4,8 milhões pelo governo federal - serão aproveitados na obra. Assim que chegou, Pezão fez questão de tranquilizar a família de Cristiano e deu um recado enviado pelo presidente Lula:
- O Lula só fala nisso. Eles podem ficar tranquilos que, em pouco tempo, estarão morando e nadando aqui - disse ele, referindo-se à promessa feita pelo presidente de que o garoto teria uma casa nova e uma piscina comunitária para aprender a nadar.
Com sorriso nos lábios e capacete na cabeça, Cristiano disse que seu maior sonho é deixar de lado o barraco de madeira onde vive com a mãe e as duas irmãs e escapar da rotina violenta que vive na comunidade:
- Minha casa é muito pequena e lá tem muito tiro.
Ensino médio
Nas instalações que serão erguidas no antigo depósito do Exército, os moradores contarão ainda com uma escola nova, voltada para estudantes de ensino médio.
Na área perto da escola, devem ser erguidos ainda um hospital 24 horas, um centro de geração de renda, quadras esportivas, praças e um parque aquático. As primeiras unidades devem estar prontas em cinco meses.
O projeto prevê ainda uma via de quatro quilômetros que ligará a Avenida Dom Hélder Câmara à Avenida Brasil.
Fonte: Extra (Natalia Von Korsch)
Lopes lança no Rio marca de imóveis econômicos
A Lopes lança hoje a Habitcasa Rio, seu selo no segmento de imóveis econômicos, de até R$ 180 mil. O setor representou 34% das vendas da imobiliária na capital fluminense em 2007. A unidade abre com 150 corretores, mas a meta é chegar a 400 em 2009. No Rio desde 2006, a Lopes comprou a Patrimóvel em 2007 e tem 1.100 corretores na cidade.
Fonte: O Globo (Flavia Oliveira)
Casa própria
O gerente regional de negócios imobiliários da Caixa Econômica, Luís Byron, informou durante lançamento da Duarte Construções, quarta-feira no JCPM Trade Center, que o banco deverá aumentar o percentual máximo de financiamento de 80% para 90% do valor total do imóvel. Esta mudança vale para os usuários da Carta de Crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
Fonte: Diário de Pernambuco
Diferencial é prazo para 1º pagamento
O analista de mercado da superintendência regional do Banco do Brasil, Dariel Elias de Souza, salienta que a linha de crédito imobiliário da instituição tem dois grandes diferenciais das demais oferecidas pelo mercado. Uma delas é a carência para pagamento da primeira parcela. O cliente pode escolher começar a pagar em até seis meses. Durante o período da carência, não é paga a parcela capital, somente os juros e o seguro. O outro diferencial é uma parcela chamada "pula". O tomador do empréstimo escolhe um mês do ano em que não quer pagar a parcela. "Às vezes o cliente acha que janeiro é um mês complicado, com muitas contas, então não paga a parcela naquele mês. Da mesma forma como na carência, só vai pagar no período os juros e o seguro".
Souza explica que em créditos imobiliários a burocracia é um pouco maior que a de qualquer outro tipo de empréstimo. Contudo, ele destaca que em no máximo dois dias o banco informa ao cliente se a proposta foi aprovada ou não. O andamento do processo até a liberação do dinheiro é que vai depender da agilidade do tomador em juntar todos os documentos exigidos. O limite de financiamento é de R$ 1,5 milhão e o BB financia o máximo de 80% do valor de avaliação do imóvel.
Para imóveis de até R$ 120 mil, as taxas no financiamento pré-fixado estão em 13,21% ao ano e no pós-fixado é TR mais 11,99% a.a. No caso do valor do imóvel ser acima de R$ 350 mil, a taxa no pré-fixado é de 13,25% a.a e no pós, TR mais 12% a.a. Conforme Souza, são taxas normais do mercado. A partir de junho, com entrada dos recursos da poupança, a tendência é que as taxas sejam menores. Quem estiver interessado pode fazer uma simulação pelo site do BB. (VC)
Fonte: A Gazeta - MT (Valéria Cristina Carvalho)
BB quer incentivar financiamento
Com menos de um mês de operação, a linha de crédito imobiliário com recursos próprios do Banco do Brasil já recebeu 48 propostas de financiamento para compra da casa própria em Mato Grosso, dos quais 18 estão aprovados. Na média, o banco recebeu 2,08 propostas por dia, uma vez que o produto está sendo trabalhado há 23 dias. Qualquer pessoa, independentemente de ser cliente do banco, pode pleitear o empréstimo. O limite de financiamento é de R$ 1,5 milhão, com até 240 meses para pagar.
O BB começou a trabalhar com crédito imobiliário no ano passado, por meio de um convênio com a Poupex, uma associação de poupança do Exército com experiência de 25 anos no financiamento de imóveis. De início, o Poupex financiava somente habitação para militares, depois abriu para o público em geral. O convênio com o BB começou em maio de 2007. Mas o banco sempre teve uma demanda bem maior do que poderia ofertar, pois não tinha recursos próprios para desenvolver essa linha de crédito.
De acordo com o analista de mercado da superintendência regional do Banco do Brasil, Dariel Elias de Souza, somente no mês passado começou a funcionar a linha de crédito com recursos próprios. E na semana que passou o BB conseguiu do Banco Central autorização para utilizar depósitos da poupança para o mesmo fim. Mas isso só deve acontecer a partir de junho.
Souza explica que o BB decidiu atuar com mais força no financiamento imobiliário por vários fatores. Um deles é a necessidade de atender a crescente demanda em relação a esse produto. Também havia a questão de oferecer o serviço aos clientes que procuravam pela linha. Além disso, o analista cita ainda a tendência de mercado e o aquecimento da construção civil.
Ele destaca não haver um montante definido para os estados na linha de financiamento imobiliário. Existe um recurso nacional, de R$ 3 bilhões para este ano, que será disponibilizados aos estados da federação de acordo com a demanda que for apresentada. Esse valor deve aumentar bastante a partir de junho, quando o banco começar a trabalhar com os recursos da poupança. Souza diz saber da força da Caixa Econômica Federal (CEF) nesta área, mas aponta que o BB também quer fazer a sua parte. Ele frisa ainda que o prazo de aprovação dos cadastros tem sido bem menor que o da CEF.
Fonte: A Gazeta - MT (Valéria Cristina Carvalho)
BC: em fevereiro, 55% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil
Dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Banco Central revelam que, no segundo mês deste ano, 55,4% dos grupos em andamento dos consórcios de imóveis eram para unidades de até R$ 50 mil.
No total, 19 grupos (1,08%) eram para adquirir construções de até R$ 10 mil, 959 (54,33%), para unidades de R$ 10 mil a R$ 50 mil, e 787 (44,59%), para compras acima de R$ 50 mil. Em fevereiro de 2007, os percentuais eram de 1,06%, 56,6% e 42,3%, respectivamente.
Inadimplência
A inadimplência total dessa carteira, medida entre os participantes ativos que estão em atraso, independentemente de terem sido contemplados, atingiu 10,87% em fevereiro.
Na comparação com o mês anterior, quando o índice de não-pagamento foi de 10,67%, houve alta de 20 pontos-base. Frente a fevereiro do ano passado, quando os participantes com atraso respondiam por 13,46% do total de ativos, houve declínio de 2,59 pontos percentuais.
Ainda segundo o BC, esta taxa reflete uma inadimplência de 8,08% entre os investidores não contemplados, e de 2,79%, entre os que já foram contemplados.
Participantes ativos
Em janeiro, 13,74% dos participantes ativos de consórcios no País pertenciam ao segmento imobiliário. Atualmente, esse percentual significa 473.806 pessoas num universo de 3,447 milhões.
Frente a janeiro (13,62%), foi verificada alta de 12 pontos-base na participação. Já na comparação com fevereiro de 2007 (11,98%), o crescimento foi de 176 pontos-base.
Fonte: InfoMoney
Concorrência valoriza a figura do corretor
A concorrência entre as construtoras e imobiliárias que vieram do Sudeste e estão atuando no mercado de Pernambuco e as empresas locais está tornando a figura do corretor mais valorizada. Os profissionais estão ganhando mais e recebendo treinamento sobre vários assuntos ligados ao mercado da construção civil para atender melhor o cliente.
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Luciano Novaes, diz que as imobiliárias estão muito preocupadas em criar um ambiente de trabalho mais positivo para os corretores. Segundo ele, a chegada de novas empresas como as construtoras Rossi e Cyrela e a imobiliária Lopes trouxe uma nova filosofia de trabalho e novas tecnologias de vendas. "As imobiliárias estão contratando psicólogas para ajudar o profissional e realizando palestras motivacionais. São formas de melhorar o trabalho dos corretores", explica Novaes.
O diretor da DMC Imóveis, Marcelo Carvalho, diz que a empresa fez vários treinamentos com seus 62 corretores sobre temas como o crédito habitacional e atendimento do cliente. Além disso, muitos dos profissionais da imobiliária tem aulas semanais de inglês.
"A minha equipe está muito preparada e pronta para atender toda a demanda reprimida dos clientes que querem adquirir um imóvel e ficaram muito tempo sem condições de fazê-lo. O mercado está vivendo um ótimo momento", informa Carvalho.
Edmílson Ramos de Souza, um dos corretores da empresa, afirma que as construtoras e imobiliárias não param de investir no treinamento dos profissionais. "Já fiz cursos de aprimoramento em áreas como gestão e a parte atuarial que envolve a venda de um imóvel", diz Souza. Ele informa que o aquecimento do mercado está tendo uma influência positiva nos salários da categoria.
Souza explica que os corretores estão aprendendo a comercializar novos bairros que antes não recebiam investimentos das construtoras. "Temos que aprender a vender imóveis em áreas como Jardim São Paulo, Jordão e Várzea", completa. O investimento em novas áreas está sendo feito até por grandes construtoras do mercado local como a Moura Dubeux e a Queiroz Galvão.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Crédito ainda gera dúvida nos clientes
Mesmo com a maior popularização dos financiamentos imobiliárias concedidos pelos bancos, os corretores ainda precisam conhecer melhor os detalhes das linhas de crédito. "Muitos clientes não têm condições de comprar no plano direto. Os bancos é que devem financiar os imóveis", explica o diretor da DMC Imóveis Marcelo Carvalho.
Segundo ele, os corretores da nova geração não tinham nenhuma experiência sobre as regras das linhas de crédito que só voltaram ao mercado de forma consistente há alguns meses. Já os da velha guarda também precisam de uma nova capacitação porque o sistema de financiamento mudou bastante no governo Lula.
"Os corretores estão mais preparados porque recebem treinamento sobre o financiamento dos bancos, mas ainda precisam aprender mais", informa o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), Eduardo Correia de Carvalho.
Durante muito tempo, o único banco que permaneceu financiando a casa própria foi a Caixa Econômica Federal. Hoje bancos privados como Bradesco, Unibanco, Real, HSBC e Santander estão investindo bastante nessa modalidade de crédito.
O corretor Edmílson Ramos de Souza acredita que os bancos têm que investir mais no treinamento dos corretores e divulgar as vantagens do financiamento. "O corretor é o maior responsável pelo sucesso da linha de crédito do banco porque ele lida diretamente com o cliente", afirma.
Os bancos financiam imóveis de todos os valores com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança e prazo de pagamento de até 30 anos.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
terça-feira, 11 de março de 2008
As notícias de hoje, 11/03, são:
As notícias de hoje, 11/03, são:
- Mercado Imobiliário;
- Brasil Brokers compra mais duas imobilárias;
- Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009;
- Consórcio de imóveis bate recorde em 2007;
- 5 vagas por hora;
- O difícil futuro do PAC;
- Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP.
Mercado Imobiliário
Bonificação - A Construtora Tenda, que acaba de chegar ao mercado pernambucano, está premiando os clientes de suas 36 unidade distribuídas pelo país. A Promoção "Comprou, ganhou sala montada" está limitada à compra de apartamento até o próximo domingo. Em Pernambuco, a construtura está negociando imóveis com preços à vista a partir de R$ 53 mil ou financiados com prestações fixas a partir de R$ 240. O prêmio é concedido sem sorteio, bastando para isso que o cliente assine o contrato de compra até domingo (9), com entrada mínima de R$ 3 mil. O mobiliário é composto de conjunto de estofado de 2 e 3 lugares, mesa de centro e rack. Os móveis serão montados no imóveis na época da entrega das chaves segundo o cronograma dos empreendimentos.
Dicas
A Átrio Multi-Consultoria Imobiliária está oferecendo um novo produto aos seus clientes. Encontra-se disponível no site da empresa (www.atrionet.com.br) uma série de informações que buscam responder às perguntas mais freqüentes no que se refere às questões imobiliárias.A seção foi atualizada com novas orientações no tocante aos aspectos legais que envolvem a negociação de casas e apartamento, com linguagem simples e didática. Entre as dúvidas mais freqüentes disponíveis on line estão como proceder no caso de aquisição de imóveis com débitos condominiais e quais os cuidados especiais na compra de imóveis localizados em terreno de marinha.
Pesquisa
A 34ª Sondagem da Construção, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos) aponta para um crescimento de 21,2% no volume de negócios imobiliários no país ao longo de 2008. Os empresários consultados também demonstraram confiar no potencial construtivo do país, mesmo com a crise imobiliária vivida pelos Estados Unidos. Dos entrevistados, 29,5% afirmaram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma expansão de 29,5% este ano, o que contribuirá para o aumento do faturamento do setor. Os resultados do estudo refletem os números positivos da indústriada construção e da economia nos últimos anos e está relacionado ao aumento da liberação do crédito imobiliário no país.
Fonte: Diário de Pernambuco
Brasil Brokers compra mais duas imobilárias
A Brasil Brokers, união de empresas de corretagem imobiliária que abriu o capital em setembro do ano passado, anunciou mais duas aquisições. Desta vez, em Brasília. Por um valor estimado em R$ 45 milhões, acrescentou a JGM Consultoria Imobiliária, com atuação também em Goiânia, e a Marcos Koenigkan Imóveis. Para Júlio Piña, vice-presidente de operações da Brasil Brokers, o modelo ideal para aquisições é negociar parte em dinheiro e parte em ações.
Fonte: Jornal do Brasil
Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009
O mercado elevou levemente sua previsão para a inflação brasileira neste ano e manteve para o próximo, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 passou de 4,41 por cento na semana passada para 4,42 por cento agora. Para 2009, a estimativa foi mantida em 4,30 por cento.
A estimativa do mercado para a Selic no final deste ano ficou estável em 11,25 por cento. Para o final de 2009 também foi mantida a previsão de 10,50 por cento.
O relatório manteve ainda a estimativa para o crescimento econômico neste ano, em 4,5 por cento. A projeção para a expansão em 2009 é de 4,00 por cento, apresentando uma pequena queda em relação à previsão anterior de 4,03 por cento.
O prognóstico para o dólar no final deste ano passou de 1,79 real para 1,78 real e para o fim de 2009 ficou em 1,85 real, ante 1,87 real há uma semana.
Fonte: O Globo (Cláudia Pires)
Consórcio de imóveis bate recorde em 2007
No ano passado, 50,8 mil consorciados foram contemplados no país com uma carta de crédito para comprar um imóvel, novo ou usado, um terreno, ou ainda para construir sua casa. O crescimento é de 17,6% sobre os 43,2 mil contemplados em 2006, informa a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac).
Já o número de pessoas que aderiram a esse sistema registrou variação de 1,6% — em 2007, foram pouco mais de 214 mil, ante os 210,9 mil de 2006.
Mas, com um recorde de 470 mil participantes ativos, registrados em dezembro último, o consórcio contabiliza uma parcela significativa de todas as modalidades de compra de imóvel parcelada registradas no Banco Central (BC): em 1998, a fatia era de 14%, em 2007, dez anos depois, foi de 21%.
— Foram entregues R$ 3,6 bilhões para a compra de imóveis via consórcio no ano passado — afirma o presidente da Abac, Rodolfo Montosa.
Cresce a figura do investidor entre os novos consorciados
Montosa explica que o perfil do consorciado não é mais só o comprador da casa própria.Cresce a figura do investidor, que não tem pressa para adquirir o imóvel. No consórcio, não há juros e as prestações são mais baixas do que em um financiamento tradicional.
— Há, hoje, cerca de 335 mil consorciados que ainda não foram contemplados — observa Montosa, acrescentando que a projeção para crescimento do número de participantes este ano é de 15%. %02
Fonte: O Globo
5 vagas por hora
Quando o paulistano Alexandre Mangabeira entrou na Escola Politécnica da USP, em 1999, decidido a cursar engenharia civil, o mercado da construção em São Paulo estava tão estático quanto concreto. Sem exagero. Naquela época, há apenas nove anos, oitenta dos 180 estudantes que iniciavam o curso chegavam à formatura e só dois (isso mesmo, dois) deixavam a faculdade já empregados. "Os outros demoravam em média seis meses para conseguir uma vaga na área", conta o vice-diretor da Poli, José Roberto Cardoso. Apesar das perspectivas que tinha pela frente, Mangabeira estava decidido a sujar a barra da calça em canteiros de obra. Valeu a pena.
Um ano depois de efetivado na construtora Tecnisa (com salário de 3 500 reais), o mercado começou a dar sinais de recuperação. Em 2005, o crédito disponível para financiamento de imóveis aumentou 60%. No ano seguinte, grandes construtoras da cidade abriram capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e desde então atraíram investimentos de 16 bilhões de reais. Essa montanha de dinheiro impulsionou a carreira de Mangabeira, a de seus colegas de Poli – hoje 100% dos 120 alunos que se formam ali saem empregados – e a de boa parte dos profissionais ligados à construção civil, desde pedreiros até corretores de imóveis.
Promovido a supervisor de incorporação, Mangabeira viu seu rendimento quintuplicar. Aos 28 anos, ganha em média 17 500 reais por mês. Há um ano no cargo, ele passa o dia atrás de terrenos com potencial para abrigar grandes empreendimentos e, a cada negócio fechado, recebe um bônus que varia de 20.000 a 50.000 reais. "Mesmo com pouca experiência na área, a empresa apostou em mim", diz ele, que fez pós-graduação na Fundação Getulio Vargas (FGV) e jura ter recebido pelo menos dez propostas para mudar de empresa desde que assumiu o novo posto.
Numa cidade em que há um novo empreendimento imobiliário por dia, a ascensão meteórica de Mangabeira deixou de ser um caso isolado. Em 2007, em toda a região metropolitana, houve 550 lançamentos, num total de 988 prédios e 59.400 apartamentos. "Essa expansão virou o mercado de ponta-cabeça", afirma Fábio Pereira, diretor da consultoria em RH Michael Page. "Os salários estão inflacionados, as promoções foram aceleradas e o assédio de empresas concorrentes em relação aos profissionais empregados é enorme." Nunca se precisou tanto de pedreiros, mestres-de-obras, engenheiros, arquitetos, projetistas e maquetistas.
No ano passado, a demanda por essas profissões abriu 44.900 vagas em São Paulo, 23% mais que em 2006, segundo dados do Sinduscon, o sindicato da construção. É como se surgissem cinco ofertas de emprego a cada hora. Levantamento de Veja São Paulo com dez grandes construtoras e incorporadoras da cidade mostra que elas inflaram seus quadros em 140% nos últimos três anos. O salto é impressionante: de 3 992 funcionários para 9 660.
Diante da escassez, as empresas estão aumentando os salários. De acordo com pesquisas das consultorias em recursos humanos Michael Page e Manager, a remuneração dos profissionais ligados à construção civil subiu 33%. Nenhuma outra carreira registrou algo semelhante. Os chamados engenheiros de obra plenos, profissionais com três a cinco anos de experiência, passaram a ganhar, em média, 6 250 reais mensais, 64% a mais do que há três anos. Isso vale, da mesma forma, para as funções que não exigem ensino superior. Depois de recusar oito propostas de emprego, o mestre-de-obras Ubirazildo Carvalho, que tem a 7ª série e vários treinamentos no currículo, passou a receber 3 500 reais por mês.
Com o boom imobiliário, começaram a ser contratados estagiários, recrutados aposentados e aproveitados ao máximo os talentos internos. Foi o que fez a Gafisa ao promover o ex-estagiário Vinicius Faraj, de 23 anos, a coordenador de obras, função geralmente ocupada por profissionais com alguns fios de cabelo brancos. "Tentamos aproveitar 90% dos nossos 250 estudantes", diz Rodrigo Pádua, diretor de gente e gestão da Gafisa. Promoções e movimentações dentro de construtoras tornaram-se cada vez mais comuns. Inclusive em altos cargos. Com três pós-graduações e 35 anos de idade, o engenheiro civil Silvio Gava passou de gerente-geral de obras a diretor técnico da Even em apenas um ano. Hoje divide o comando da empresa com mais quatro diretores, a maioria com mais de 45 anos.
Além de recrutarem gente qualificada, os gerentes de RH tiveram de desenvolver estratégias para não deixar escapar suas estrelas. Para segurá-las, a solução foi aumentar a oferta e a qualidade dos benefícios. A Rossi, por exemplo, além de pagar assistência médica a todos os funcionários, aumentou o valor do vale-refeição e a ajuda de custo, que pode chegar a 50%, para os que fazem MBA e outros cursos. Bônus e programas de remuneração variável de acordo com as metas atingidas se tornaram comuns desde o ano passado. Na Tecnisa, os salários, tanto do office-boy como do presidente, podem aumentar até doze vezes quando os resultados e faturamentos determinados pelos acionistas são atingidos.
A abertura de capital da maioria das construtoras e incorporadoras criou uma outra forma de reter talentos no setor: a oferta de stock options. Trata-se de um plano que permite aos funcionários ter acesso às ações da empresa por um preço predeterminado e em geral mais baixo que sua cotação no mercado. Na maioria das vezes, os papéis só podem ser vendidos depois de três anos. Tudo para prender o profissional, já que a valorização das ações depende dos resultados alcançados. "Como os ganhos da companhia são compartilhados, há maior comprometimento com o trabalho", explica Paulo Mota, diretor de RH da Cyrela, que estendeu o programa a todos os níveis funcionais.
Na esteira das construtoras e incorporadoras, outros profissionais ligados à cadeia da construção, como arquitetos, maquetistas, corretores e promotores de eventos, aproveitam a boa maré. Os principais escritórios de arquitetura da cidade estão com as pranchetas lotadas. Com 900 empreendimentos no portfólio, boa parte deles neoclássica, o arquiteto paulistano Itamar Berezin viu o número de projetos encomendados, e em conseqüência o faturamento, crescer 30% desde 2006. "O quadro de funcionários mais que dobrou e os custos, é claro, aumentaram 30%", diz ele. Mais despesas e prazos mais curtos de entrega dos trabalhos inflacionaram, na mesma proporção, o preço dos projetos, que pode chegar a 250 000 reais.
Um dos ícones do mercado de luxo, o escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, especializado em planejamento e decoração de interiores, é disputadíssimo pelas construtoras. Em três anos, os projetos de arranha-céus residenciais cresceram 200%. "Muitas vezes somos obrigados a recusar trabalhos para conseguir manter a qualidade", afirma. Adhemir Fogassa, o mais requisitado maquetista de São Paulo, está na mesma situação. "Só consigo atender 60% dos clientes que me procuram", diz ele, que aumentou seu ateliê no Jardim Bonfiglioli em 1 000 metros quadrados e dá expediente no escritório todos os fins de semana.
No ano passado, os 31 000 corretores de imóveis da capital tiveram motivos de sobra para estourar champanhe nos estandes de vendas. As 59 400 unidades lançadas alcançaram um montante de 17,1 bilhões de reais. Considerando que as comissões podem chegar a 3% sobre o valor da venda, eles estão rindo à toa. "Atraídos por esse potencial, arquitetos, advogados e mesmo profissionais com doutorado resolveram vender imóveis", explica Roberta Bicalho, superintendente de RH da Lopes, que contrata hoje 300 pessoas por mês, seis vezes mais que em 2007. Resultado: a procura pelo Creci, a habilitação concedida pelo Conselho Regional, cresceu 16% nos últimos três anos.
O advogado Calixto Antonio Neto, de 26 anos, tirou seu registro há pouco mais de um ano e já é líder de vendas na Abyara. No último trimestre do ano passado, vendeu 37 unidades, num total de 15 milhões de reais. Abocanhou uma comissão de 210 000 reais e ainda ganhou um apartamento no valor de 100 000 reais da empresa como prêmio. "Vendia em consultórios médicos, barzinhos e até no Orkut", conta o advogado que virou corretor. Jornalista formada pela PUC, a corretora on-line da Tecnisa (sim, eles invadiram a internet) Claudete Rodrigues não quer outra vida. Uma das primeiras a negociar imóveis na web, ela vendia, antes do boom, um apartamento por mês. Hoje, vende três. "Tenho clientes inclusive no exterior", afirma.
Os corretores não são os únicos a laçar compradores para os estandes e apartamentos decorados. Com a expansão da construção, surgiram empresas especialistas nessa tarefa, como a Máxima Promoção e Eventos.
O trabalho delas é lotar os plantões de mordomias, entre as quais degustação de vinhos, massagens e shows, para prender o interessado o maior tempo possível por lá. A empresa da ex-corretora da Lopes Rosane Assis e da promotora de eventos Márcia Bacci foi aberta em 2005, num quartinho, em casa. Deu tão certo que neste mês elas devem se mudar com uma equipe de trinta funcionários para um prédio de 500 metros quadrados em Moema. No início, tinham dois clientes. Agora atendem a trinta incorporadoras e organizam mensalmente oitenta eventos – que vão de entrega de fôlderes de lançamentos em lojas a shows de 700 000 reais de Zeca Pagodinho. "Em dois anos, mais que dobramos de tamanho", orgulha-se Márcia, que trocou de carro e de apartamento.
O Sinduscon estima que até 2010 perto de 100 000 empregos formais no setor da construção poderão ser criados na cidade. Tudo para atender a um déficit habitacional de cerca de 450 000 moradias. "A grande demanda por casa própria, principalmente entre a população de baixa renda, e as obras de infra-estrutura devem garantir essa efervescência até a Copa do Mundo de 2014", prevê José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco). Ou seja, na São Paulo fértil de ferro, cimento e concreto, engenheiros e afins devem continuar na crista da onda, surfando nesse boom imobiliário.
Vale tudo para segurar os funcionários
Aumento da quantidade e da qualidade de benefícios
A construtora Rossi, por exemplo, paga, desde o ano passado, assistência médica a todos os funcionários. Também aumentou o vale-refeição de 14 para 16 reais. Agora, quem começa uma graduação ou pós-graduação recebe ajuda de custo de 20% a 50% do valor do curso.
Bônus e programas de remuneração variável de acordo com o cumprimento de metas
Na Tecnisa, os salários de office-boy a presidente podem aumentar em até doze vezes quando os resultados e o faturamento determinados pelos acionistas são atingidos. Algumas construtoras pagam ainda bônus aos profissionais de incorporação que conseguem encontrar e negociar bons terrenos para os empreendimentos.
Stock Options, ou algemas de ouro
Que tal colocar as mãos numa bolada de dinheiro ao completar três anos no emprego? Essa oportunidade está ao alcance de um número crescente de funcionários de construtoras de capital aberto graças à difusão das stock options. Trata-se de um sistema que concede aos empregados o direito de comprar ações da companhia a preços abaixo dos de mercado e de vendê-las com lucro tempos depois. Não à toa, elas são conhecidas no universo corporativo como "algemas de ouro". É um engenhoso trunfo dos departamentos de recursos humanos para aumentar a satisfação dos bons profissionais e segurá-los na casa. Os resultados têm sido tão positivos, para ambos os lados, que o benefício deixou de ser exclusividade dos altos executivos e está se espalhando rapidamente por todos os níveis hierárquicos. Na Cyrela, tanto a copeira quanto o presidente têm direito ao programa.
Fonte: Revista Veja
O difícil futuro do PAC
A esta altura já está claro que o governo deverá enfrentar um grande desafio para manter o ritmo inicialmente previsto para o PAC. Esta situação não deixa de ser frustrante, frente à enorme expectativa gerada no lançamento do programa que previa um investimento total (público e privado) em infra-estrutura da ordem de R$ 504 bilhões, dos quais R$ 67,8 bilhões a serem incluídos no Orçamento Geral da União (OGU) para o período 2007-10. Além do mais, o PAC veio com a ambiciosa promessa de compatibilizar a sustentabilidade do regime fiscal brasileiro com o rápido aumento do investimento público, cujo crescimento vinha sendo contido pela necessidade de cumprir as metas de superávit primário essenciais para a estabilidade macroeconômica.
O fato é que apesar das condições favoráveis de 2007, o PAC ficou aquém da performance esperada. É o que os números mostram: de uma dotação orçamentária autorizada de R$ 16,5 bilhões, apenas R$ 4,5 bilhões das despesas foram efetivamente concluídas e pagas, sendo inscritos em "restos a pagar" (recursos orçamentários reservados para a execução das obras no futuro) cerca de R$ 11,5 bilhões. Obras importantes na área do saneamento, estradas, barragens e terminais fluviais ainda não foram iniciadas, provavelmente por dificuldades com licitações, licenciamento ambiental, marco regulatório etc. Mesmo considerando este conjunto de fatores que limitam o grau de eficiência do setor público, uma realização inferior a 30% dos investimentos públicos que envolvem recursos do OGU mostra que o programa vem decolando lentamente.
Em 2008, as dificuldades devem aumentar em decorrência da necessidade de um corte de despesas de R$ 20 bilhões para compensar, junto com o aumento da CSLL e do IOF, parte da perda de receita da CPMF. A princípio parece fácil cortar R$ 20 bilhões de um orçamento de cerca de R$ 650 bilhões. O fato é que aproximadamente 89% dos gastos previstos são obrigatórios, ou seja, vinculados a dispositivos legais. Sobram, na prática, cerca de R$ 73 bilhões de gastos de custeio e investimentos que são passíveis de corte (gastos discricionários). Considerando que R$ 20 bilhões representam quase 30% do total das despesas discricionárias, é visível a dificuldade de um corte desta magnitude no orçamento de 2008. Isto leva a crer que, para se manter a meta do superávit primário em 3,8% do PIB, parte significativa do esforço fiscal vá recair sobre o investimento, por ser entre os gastos discricionários os mais fáceis de serem cortados.
Neste contexto, a provável estratégia do governo para evitar a desaceleração brusca das obras públicas previstas no PAC é utilizar os "restos a pagar" de 2007. Isto se evidencia pelo alto valor empenhado do PAC, em dezembro de 2007, que atingiu uma marca superior a 35% do total autorizado para 2007. Com este artifício, o PAC, embora eventualmente cortado no orçamento de 2008, poderá, através dos "restos a pagar" de 2007, dispor de dotação orçamentária suficiente para manter a implementação do programa. Sob este prisma, a utilização dos "restos a pagar" enfraquece, assim, a restrição orçamentária para a realização dos investimentos públicos previstos no OGU, evitando uma desaceleração brusca do programa.
É um equívoco, no entanto, achar que, ao utilizar o artifício dos "restos a pagar", o governo equaciona as dificuldades do PAC para 2008. O problema começa mas não termina na questão orçamentária. A utilização de "restos a pagar" de 2007, embora permita flexibilizar a execução orçamentária, impacta o superávit primário, que é calculado pelo critério caixa. Sendo assim, o andamento do PAC em 2008 estará inevitavelmente condicionado à disponibilidade de recursos financeiros para a execução das obras independentemente se inscritas em "restos a pagar" de 2007 ou se preservadas no orçamento de 2008. O andamento do PAC dependerá , assim, do controle a "boca do caixa" pelo Tesouro. Por esta lógica fiscal, o Tesouro Nacional assume o poder de arbitragem na administração do caixa através de um rígido controle na liberação dos recursos financeiros. Frente à provável escassez de recursos financeiros associada à perda da CPMF, o PAC deverá competir com outros gastos correntes que são geralmente priorizados em relação aos investimentos.
Assim, o mais provável é que o PAC continue andando em ritmo lento, determinado pelo controle dos recursos financeiros pelo Tesouro que, muito provavelmente, terá como prioridade o cumprimento da meta de superávit primário de 3,8%. Sendo assim, o futuro do investimento público no Brasil continuará entre a cruz e a espada. Por um lado, estará na dependência do pouco provável aumento na arrecadação previsto pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) para flexibilizar a administração do caixa pelo Tesouro e, por outro, pela necessidade de cumprir as metas fiscais previstas para 2008, sem artifícios contábeis, tais como a exclusão de 0,5% dos investimentos do PPI do cálculo do superávit primário e o aumento do superávit primário das estatais para compensar uma igual redução do superávit primário do orçamento fiscal e de seguridade social, como proposto pela CMO, preocupada em preservar as emendas dos parlamentares.
Fonte: Valor Econômico
Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP
FSP, Pág Imóveis
Estudo diz que 4- quartos perderam 30 m2 em dez anos.
A eliminação de paredes e a integração de cômodos são uma "maquiagem" para disfarçar a falta de espaço dos apartamentos. A afirmação é do pesquisador do Nomads (Núcleo de Estudos de Habitares Interativos) da Universidade de São Paulo Fábio Queiroz, 30.
Para ele, que analisa plantas de imóveis lançados em São Paulo há três anos, cômodos que podem ser integrados a outros costumam ser uma reserva de metros quadrados.
Ele exemplifica com uma opção corriqueira: três quartos ou dois com sala ampliada? "Esse dormitório extra é geralmente minúsculo, tem 6 m2 e não funcionaria como um quarto. É um estoque de metragem", diz.
Os três-quartos têm, em média, entre 60 m2 e 70 m2, de acordo com levantamento do Nomads. Essas medidas não se alteraram nos últimos dez anos, ao contrário do que ocorreu com os quatro-dormitórios, que perderam aproximadamente 30 m2.
Hoje, há quatro-dormitórios de 100 m2, para um público de menor poder aquisitivo que deseja o quarto extra ou o status do segmento, segundo Queiroz.
"As plantas estão compartimentadas em cômodos cada vez menores. Salas e quartos costumam apresentar dimensões semelhantes às dos mesmos cômodos de apartamentos menores e mais baratos, de dois e de três dormitórios."
As áreas molhadas são as mais enxutas dos imóveis, o que vai na contramão de desejos e hábitos dos moradores.
As dimensões dos banheiros geralmente são as mesmas em todas as plantas -sejam elas de um ou de quatro dormitórios.
"Os banheiros têm diminuído nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que foram entendidos como lugar de relaxamento, e não apenas de higiene", diz o pesquisador.
Banheiros e cozinhas têm outro problema: janelas pequenas ou inexistentes. Muitas cozinhas dependem da ventilação e da luz natural da lavanderia. E, segundo pesquisas do Nomads, uma janela ampla com vista bonita é sonho de consumo até no banheiro. (DF)
- Mercado Imobiliário;
- Brasil Brokers compra mais duas imobilárias;
- Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009;
- Consórcio de imóveis bate recorde em 2007;
- 5 vagas por hora;
- O difícil futuro do PAC;
- Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP.
Mercado Imobiliário
Bonificação - A Construtora Tenda, que acaba de chegar ao mercado pernambucano, está premiando os clientes de suas 36 unidade distribuídas pelo país. A Promoção "Comprou, ganhou sala montada" está limitada à compra de apartamento até o próximo domingo. Em Pernambuco, a construtura está negociando imóveis com preços à vista a partir de R$ 53 mil ou financiados com prestações fixas a partir de R$ 240. O prêmio é concedido sem sorteio, bastando para isso que o cliente assine o contrato de compra até domingo (9), com entrada mínima de R$ 3 mil. O mobiliário é composto de conjunto de estofado de 2 e 3 lugares, mesa de centro e rack. Os móveis serão montados no imóveis na época da entrega das chaves segundo o cronograma dos empreendimentos.
Dicas
A Átrio Multi-Consultoria Imobiliária está oferecendo um novo produto aos seus clientes. Encontra-se disponível no site da empresa (www.atrionet.com.br) uma série de informações que buscam responder às perguntas mais freqüentes no que se refere às questões imobiliárias.A seção foi atualizada com novas orientações no tocante aos aspectos legais que envolvem a negociação de casas e apartamento, com linguagem simples e didática. Entre as dúvidas mais freqüentes disponíveis on line estão como proceder no caso de aquisição de imóveis com débitos condominiais e quais os cuidados especiais na compra de imóveis localizados em terreno de marinha.
Pesquisa
A 34ª Sondagem da Construção, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos) aponta para um crescimento de 21,2% no volume de negócios imobiliários no país ao longo de 2008. Os empresários consultados também demonstraram confiar no potencial construtivo do país, mesmo com a crise imobiliária vivida pelos Estados Unidos. Dos entrevistados, 29,5% afirmaram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma expansão de 29,5% este ano, o que contribuirá para o aumento do faturamento do setor. Os resultados do estudo refletem os números positivos da indústriada construção e da economia nos últimos anos e está relacionado ao aumento da liberação do crédito imobiliário no país.
Fonte: Diário de Pernambuco
Brasil Brokers compra mais duas imobilárias
A Brasil Brokers, união de empresas de corretagem imobiliária que abriu o capital em setembro do ano passado, anunciou mais duas aquisições. Desta vez, em Brasília. Por um valor estimado em R$ 45 milhões, acrescentou a JGM Consultoria Imobiliária, com atuação também em Goiânia, e a Marcos Koenigkan Imóveis. Para Júlio Piña, vice-presidente de operações da Brasil Brokers, o modelo ideal para aquisições é negociar parte em dinheiro e parte em ações.
Fonte: Jornal do Brasil
Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009
O mercado elevou levemente sua previsão para a inflação brasileira neste ano e manteve para o próximo, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 passou de 4,41 por cento na semana passada para 4,42 por cento agora. Para 2009, a estimativa foi mantida em 4,30 por cento.
A estimativa do mercado para a Selic no final deste ano ficou estável em 11,25 por cento. Para o final de 2009 também foi mantida a previsão de 10,50 por cento.
O relatório manteve ainda a estimativa para o crescimento econômico neste ano, em 4,5 por cento. A projeção para a expansão em 2009 é de 4,00 por cento, apresentando uma pequena queda em relação à previsão anterior de 4,03 por cento.
O prognóstico para o dólar no final deste ano passou de 1,79 real para 1,78 real e para o fim de 2009 ficou em 1,85 real, ante 1,87 real há uma semana.
Fonte: O Globo (Cláudia Pires)
Consórcio de imóveis bate recorde em 2007
No ano passado, 50,8 mil consorciados foram contemplados no país com uma carta de crédito para comprar um imóvel, novo ou usado, um terreno, ou ainda para construir sua casa. O crescimento é de 17,6% sobre os 43,2 mil contemplados em 2006, informa a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac).
Já o número de pessoas que aderiram a esse sistema registrou variação de 1,6% — em 2007, foram pouco mais de 214 mil, ante os 210,9 mil de 2006.
Mas, com um recorde de 470 mil participantes ativos, registrados em dezembro último, o consórcio contabiliza uma parcela significativa de todas as modalidades de compra de imóvel parcelada registradas no Banco Central (BC): em 1998, a fatia era de 14%, em 2007, dez anos depois, foi de 21%.
— Foram entregues R$ 3,6 bilhões para a compra de imóveis via consórcio no ano passado — afirma o presidente da Abac, Rodolfo Montosa.
Cresce a figura do investidor entre os novos consorciados
Montosa explica que o perfil do consorciado não é mais só o comprador da casa própria.Cresce a figura do investidor, que não tem pressa para adquirir o imóvel. No consórcio, não há juros e as prestações são mais baixas do que em um financiamento tradicional.
— Há, hoje, cerca de 335 mil consorciados que ainda não foram contemplados — observa Montosa, acrescentando que a projeção para crescimento do número de participantes este ano é de 15%. %02
Fonte: O Globo
5 vagas por hora
Quando o paulistano Alexandre Mangabeira entrou na Escola Politécnica da USP, em 1999, decidido a cursar engenharia civil, o mercado da construção em São Paulo estava tão estático quanto concreto. Sem exagero. Naquela época, há apenas nove anos, oitenta dos 180 estudantes que iniciavam o curso chegavam à formatura e só dois (isso mesmo, dois) deixavam a faculdade já empregados. "Os outros demoravam em média seis meses para conseguir uma vaga na área", conta o vice-diretor da Poli, José Roberto Cardoso. Apesar das perspectivas que tinha pela frente, Mangabeira estava decidido a sujar a barra da calça em canteiros de obra. Valeu a pena.
Um ano depois de efetivado na construtora Tecnisa (com salário de 3 500 reais), o mercado começou a dar sinais de recuperação. Em 2005, o crédito disponível para financiamento de imóveis aumentou 60%. No ano seguinte, grandes construtoras da cidade abriram capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e desde então atraíram investimentos de 16 bilhões de reais. Essa montanha de dinheiro impulsionou a carreira de Mangabeira, a de seus colegas de Poli – hoje 100% dos 120 alunos que se formam ali saem empregados – e a de boa parte dos profissionais ligados à construção civil, desde pedreiros até corretores de imóveis.
Promovido a supervisor de incorporação, Mangabeira viu seu rendimento quintuplicar. Aos 28 anos, ganha em média 17 500 reais por mês. Há um ano no cargo, ele passa o dia atrás de terrenos com potencial para abrigar grandes empreendimentos e, a cada negócio fechado, recebe um bônus que varia de 20.000 a 50.000 reais. "Mesmo com pouca experiência na área, a empresa apostou em mim", diz ele, que fez pós-graduação na Fundação Getulio Vargas (FGV) e jura ter recebido pelo menos dez propostas para mudar de empresa desde que assumiu o novo posto.
Numa cidade em que há um novo empreendimento imobiliário por dia, a ascensão meteórica de Mangabeira deixou de ser um caso isolado. Em 2007, em toda a região metropolitana, houve 550 lançamentos, num total de 988 prédios e 59.400 apartamentos. "Essa expansão virou o mercado de ponta-cabeça", afirma Fábio Pereira, diretor da consultoria em RH Michael Page. "Os salários estão inflacionados, as promoções foram aceleradas e o assédio de empresas concorrentes em relação aos profissionais empregados é enorme." Nunca se precisou tanto de pedreiros, mestres-de-obras, engenheiros, arquitetos, projetistas e maquetistas.
No ano passado, a demanda por essas profissões abriu 44.900 vagas em São Paulo, 23% mais que em 2006, segundo dados do Sinduscon, o sindicato da construção. É como se surgissem cinco ofertas de emprego a cada hora. Levantamento de Veja São Paulo com dez grandes construtoras e incorporadoras da cidade mostra que elas inflaram seus quadros em 140% nos últimos três anos. O salto é impressionante: de 3 992 funcionários para 9 660.
Diante da escassez, as empresas estão aumentando os salários. De acordo com pesquisas das consultorias em recursos humanos Michael Page e Manager, a remuneração dos profissionais ligados à construção civil subiu 33%. Nenhuma outra carreira registrou algo semelhante. Os chamados engenheiros de obra plenos, profissionais com três a cinco anos de experiência, passaram a ganhar, em média, 6 250 reais mensais, 64% a mais do que há três anos. Isso vale, da mesma forma, para as funções que não exigem ensino superior. Depois de recusar oito propostas de emprego, o mestre-de-obras Ubirazildo Carvalho, que tem a 7ª série e vários treinamentos no currículo, passou a receber 3 500 reais por mês.
Com o boom imobiliário, começaram a ser contratados estagiários, recrutados aposentados e aproveitados ao máximo os talentos internos. Foi o que fez a Gafisa ao promover o ex-estagiário Vinicius Faraj, de 23 anos, a coordenador de obras, função geralmente ocupada por profissionais com alguns fios de cabelo brancos. "Tentamos aproveitar 90% dos nossos 250 estudantes", diz Rodrigo Pádua, diretor de gente e gestão da Gafisa. Promoções e movimentações dentro de construtoras tornaram-se cada vez mais comuns. Inclusive em altos cargos. Com três pós-graduações e 35 anos de idade, o engenheiro civil Silvio Gava passou de gerente-geral de obras a diretor técnico da Even em apenas um ano. Hoje divide o comando da empresa com mais quatro diretores, a maioria com mais de 45 anos.
Além de recrutarem gente qualificada, os gerentes de RH tiveram de desenvolver estratégias para não deixar escapar suas estrelas. Para segurá-las, a solução foi aumentar a oferta e a qualidade dos benefícios. A Rossi, por exemplo, além de pagar assistência médica a todos os funcionários, aumentou o valor do vale-refeição e a ajuda de custo, que pode chegar a 50%, para os que fazem MBA e outros cursos. Bônus e programas de remuneração variável de acordo com as metas atingidas se tornaram comuns desde o ano passado. Na Tecnisa, os salários, tanto do office-boy como do presidente, podem aumentar até doze vezes quando os resultados e faturamentos determinados pelos acionistas são atingidos.
A abertura de capital da maioria das construtoras e incorporadoras criou uma outra forma de reter talentos no setor: a oferta de stock options. Trata-se de um plano que permite aos funcionários ter acesso às ações da empresa por um preço predeterminado e em geral mais baixo que sua cotação no mercado. Na maioria das vezes, os papéis só podem ser vendidos depois de três anos. Tudo para prender o profissional, já que a valorização das ações depende dos resultados alcançados. "Como os ganhos da companhia são compartilhados, há maior comprometimento com o trabalho", explica Paulo Mota, diretor de RH da Cyrela, que estendeu o programa a todos os níveis funcionais.
Na esteira das construtoras e incorporadoras, outros profissionais ligados à cadeia da construção, como arquitetos, maquetistas, corretores e promotores de eventos, aproveitam a boa maré. Os principais escritórios de arquitetura da cidade estão com as pranchetas lotadas. Com 900 empreendimentos no portfólio, boa parte deles neoclássica, o arquiteto paulistano Itamar Berezin viu o número de projetos encomendados, e em conseqüência o faturamento, crescer 30% desde 2006. "O quadro de funcionários mais que dobrou e os custos, é claro, aumentaram 30%", diz ele. Mais despesas e prazos mais curtos de entrega dos trabalhos inflacionaram, na mesma proporção, o preço dos projetos, que pode chegar a 250 000 reais.
Um dos ícones do mercado de luxo, o escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, especializado em planejamento e decoração de interiores, é disputadíssimo pelas construtoras. Em três anos, os projetos de arranha-céus residenciais cresceram 200%. "Muitas vezes somos obrigados a recusar trabalhos para conseguir manter a qualidade", afirma. Adhemir Fogassa, o mais requisitado maquetista de São Paulo, está na mesma situação. "Só consigo atender 60% dos clientes que me procuram", diz ele, que aumentou seu ateliê no Jardim Bonfiglioli em 1 000 metros quadrados e dá expediente no escritório todos os fins de semana.
No ano passado, os 31 000 corretores de imóveis da capital tiveram motivos de sobra para estourar champanhe nos estandes de vendas. As 59 400 unidades lançadas alcançaram um montante de 17,1 bilhões de reais. Considerando que as comissões podem chegar a 3% sobre o valor da venda, eles estão rindo à toa. "Atraídos por esse potencial, arquitetos, advogados e mesmo profissionais com doutorado resolveram vender imóveis", explica Roberta Bicalho, superintendente de RH da Lopes, que contrata hoje 300 pessoas por mês, seis vezes mais que em 2007. Resultado: a procura pelo Creci, a habilitação concedida pelo Conselho Regional, cresceu 16% nos últimos três anos.
O advogado Calixto Antonio Neto, de 26 anos, tirou seu registro há pouco mais de um ano e já é líder de vendas na Abyara. No último trimestre do ano passado, vendeu 37 unidades, num total de 15 milhões de reais. Abocanhou uma comissão de 210 000 reais e ainda ganhou um apartamento no valor de 100 000 reais da empresa como prêmio. "Vendia em consultórios médicos, barzinhos e até no Orkut", conta o advogado que virou corretor. Jornalista formada pela PUC, a corretora on-line da Tecnisa (sim, eles invadiram a internet) Claudete Rodrigues não quer outra vida. Uma das primeiras a negociar imóveis na web, ela vendia, antes do boom, um apartamento por mês. Hoje, vende três. "Tenho clientes inclusive no exterior", afirma.
Os corretores não são os únicos a laçar compradores para os estandes e apartamentos decorados. Com a expansão da construção, surgiram empresas especialistas nessa tarefa, como a Máxima Promoção e Eventos.
O trabalho delas é lotar os plantões de mordomias, entre as quais degustação de vinhos, massagens e shows, para prender o interessado o maior tempo possível por lá. A empresa da ex-corretora da Lopes Rosane Assis e da promotora de eventos Márcia Bacci foi aberta em 2005, num quartinho, em casa. Deu tão certo que neste mês elas devem se mudar com uma equipe de trinta funcionários para um prédio de 500 metros quadrados em Moema. No início, tinham dois clientes. Agora atendem a trinta incorporadoras e organizam mensalmente oitenta eventos – que vão de entrega de fôlderes de lançamentos em lojas a shows de 700 000 reais de Zeca Pagodinho. "Em dois anos, mais que dobramos de tamanho", orgulha-se Márcia, que trocou de carro e de apartamento.
O Sinduscon estima que até 2010 perto de 100 000 empregos formais no setor da construção poderão ser criados na cidade. Tudo para atender a um déficit habitacional de cerca de 450 000 moradias. "A grande demanda por casa própria, principalmente entre a população de baixa renda, e as obras de infra-estrutura devem garantir essa efervescência até a Copa do Mundo de 2014", prevê José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco). Ou seja, na São Paulo fértil de ferro, cimento e concreto, engenheiros e afins devem continuar na crista da onda, surfando nesse boom imobiliário.
Vale tudo para segurar os funcionários
Aumento da quantidade e da qualidade de benefícios
A construtora Rossi, por exemplo, paga, desde o ano passado, assistência médica a todos os funcionários. Também aumentou o vale-refeição de 14 para 16 reais. Agora, quem começa uma graduação ou pós-graduação recebe ajuda de custo de 20% a 50% do valor do curso.
Bônus e programas de remuneração variável de acordo com o cumprimento de metas
Na Tecnisa, os salários de office-boy a presidente podem aumentar em até doze vezes quando os resultados e o faturamento determinados pelos acionistas são atingidos. Algumas construtoras pagam ainda bônus aos profissionais de incorporação que conseguem encontrar e negociar bons terrenos para os empreendimentos.
Stock Options, ou algemas de ouro
Que tal colocar as mãos numa bolada de dinheiro ao completar três anos no emprego? Essa oportunidade está ao alcance de um número crescente de funcionários de construtoras de capital aberto graças à difusão das stock options. Trata-se de um sistema que concede aos empregados o direito de comprar ações da companhia a preços abaixo dos de mercado e de vendê-las com lucro tempos depois. Não à toa, elas são conhecidas no universo corporativo como "algemas de ouro". É um engenhoso trunfo dos departamentos de recursos humanos para aumentar a satisfação dos bons profissionais e segurá-los na casa. Os resultados têm sido tão positivos, para ambos os lados, que o benefício deixou de ser exclusividade dos altos executivos e está se espalhando rapidamente por todos os níveis hierárquicos. Na Cyrela, tanto a copeira quanto o presidente têm direito ao programa.
Fonte: Revista Veja
O difícil futuro do PAC
A esta altura já está claro que o governo deverá enfrentar um grande desafio para manter o ritmo inicialmente previsto para o PAC. Esta situação não deixa de ser frustrante, frente à enorme expectativa gerada no lançamento do programa que previa um investimento total (público e privado) em infra-estrutura da ordem de R$ 504 bilhões, dos quais R$ 67,8 bilhões a serem incluídos no Orçamento Geral da União (OGU) para o período 2007-10. Além do mais, o PAC veio com a ambiciosa promessa de compatibilizar a sustentabilidade do regime fiscal brasileiro com o rápido aumento do investimento público, cujo crescimento vinha sendo contido pela necessidade de cumprir as metas de superávit primário essenciais para a estabilidade macroeconômica.
O fato é que apesar das condições favoráveis de 2007, o PAC ficou aquém da performance esperada. É o que os números mostram: de uma dotação orçamentária autorizada de R$ 16,5 bilhões, apenas R$ 4,5 bilhões das despesas foram efetivamente concluídas e pagas, sendo inscritos em "restos a pagar" (recursos orçamentários reservados para a execução das obras no futuro) cerca de R$ 11,5 bilhões. Obras importantes na área do saneamento, estradas, barragens e terminais fluviais ainda não foram iniciadas, provavelmente por dificuldades com licitações, licenciamento ambiental, marco regulatório etc. Mesmo considerando este conjunto de fatores que limitam o grau de eficiência do setor público, uma realização inferior a 30% dos investimentos públicos que envolvem recursos do OGU mostra que o programa vem decolando lentamente.
Em 2008, as dificuldades devem aumentar em decorrência da necessidade de um corte de despesas de R$ 20 bilhões para compensar, junto com o aumento da CSLL e do IOF, parte da perda de receita da CPMF. A princípio parece fácil cortar R$ 20 bilhões de um orçamento de cerca de R$ 650 bilhões. O fato é que aproximadamente 89% dos gastos previstos são obrigatórios, ou seja, vinculados a dispositivos legais. Sobram, na prática, cerca de R$ 73 bilhões de gastos de custeio e investimentos que são passíveis de corte (gastos discricionários). Considerando que R$ 20 bilhões representam quase 30% do total das despesas discricionárias, é visível a dificuldade de um corte desta magnitude no orçamento de 2008. Isto leva a crer que, para se manter a meta do superávit primário em 3,8% do PIB, parte significativa do esforço fiscal vá recair sobre o investimento, por ser entre os gastos discricionários os mais fáceis de serem cortados.
Neste contexto, a provável estratégia do governo para evitar a desaceleração brusca das obras públicas previstas no PAC é utilizar os "restos a pagar" de 2007. Isto se evidencia pelo alto valor empenhado do PAC, em dezembro de 2007, que atingiu uma marca superior a 35% do total autorizado para 2007. Com este artifício, o PAC, embora eventualmente cortado no orçamento de 2008, poderá, através dos "restos a pagar" de 2007, dispor de dotação orçamentária suficiente para manter a implementação do programa. Sob este prisma, a utilização dos "restos a pagar" enfraquece, assim, a restrição orçamentária para a realização dos investimentos públicos previstos no OGU, evitando uma desaceleração brusca do programa.
É um equívoco, no entanto, achar que, ao utilizar o artifício dos "restos a pagar", o governo equaciona as dificuldades do PAC para 2008. O problema começa mas não termina na questão orçamentária. A utilização de "restos a pagar" de 2007, embora permita flexibilizar a execução orçamentária, impacta o superávit primário, que é calculado pelo critério caixa. Sendo assim, o andamento do PAC em 2008 estará inevitavelmente condicionado à disponibilidade de recursos financeiros para a execução das obras independentemente se inscritas em "restos a pagar" de 2007 ou se preservadas no orçamento de 2008. O andamento do PAC dependerá , assim, do controle a "boca do caixa" pelo Tesouro. Por esta lógica fiscal, o Tesouro Nacional assume o poder de arbitragem na administração do caixa através de um rígido controle na liberação dos recursos financeiros. Frente à provável escassez de recursos financeiros associada à perda da CPMF, o PAC deverá competir com outros gastos correntes que são geralmente priorizados em relação aos investimentos.
Assim, o mais provável é que o PAC continue andando em ritmo lento, determinado pelo controle dos recursos financeiros pelo Tesouro que, muito provavelmente, terá como prioridade o cumprimento da meta de superávit primário de 3,8%. Sendo assim, o futuro do investimento público no Brasil continuará entre a cruz e a espada. Por um lado, estará na dependência do pouco provável aumento na arrecadação previsto pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) para flexibilizar a administração do caixa pelo Tesouro e, por outro, pela necessidade de cumprir as metas fiscais previstas para 2008, sem artifícios contábeis, tais como a exclusão de 0,5% dos investimentos do PPI do cálculo do superávit primário e o aumento do superávit primário das estatais para compensar uma igual redução do superávit primário do orçamento fiscal e de seguridade social, como proposto pela CMO, preocupada em preservar as emendas dos parlamentares.
Fonte: Valor Econômico
Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP
FSP, Pág Imóveis
Estudo diz que 4- quartos perderam 30 m2 em dez anos.
A eliminação de paredes e a integração de cômodos são uma "maquiagem" para disfarçar a falta de espaço dos apartamentos. A afirmação é do pesquisador do Nomads (Núcleo de Estudos de Habitares Interativos) da Universidade de São Paulo Fábio Queiroz, 30.
Para ele, que analisa plantas de imóveis lançados em São Paulo há três anos, cômodos que podem ser integrados a outros costumam ser uma reserva de metros quadrados.
Ele exemplifica com uma opção corriqueira: três quartos ou dois com sala ampliada? "Esse dormitório extra é geralmente minúsculo, tem 6 m2 e não funcionaria como um quarto. É um estoque de metragem", diz.
Os três-quartos têm, em média, entre 60 m2 e 70 m2, de acordo com levantamento do Nomads. Essas medidas não se alteraram nos últimos dez anos, ao contrário do que ocorreu com os quatro-dormitórios, que perderam aproximadamente 30 m2.
Hoje, há quatro-dormitórios de 100 m2, para um público de menor poder aquisitivo que deseja o quarto extra ou o status do segmento, segundo Queiroz.
"As plantas estão compartimentadas em cômodos cada vez menores. Salas e quartos costumam apresentar dimensões semelhantes às dos mesmos cômodos de apartamentos menores e mais baratos, de dois e de três dormitórios."
As áreas molhadas são as mais enxutas dos imóveis, o que vai na contramão de desejos e hábitos dos moradores.
As dimensões dos banheiros geralmente são as mesmas em todas as plantas -sejam elas de um ou de quatro dormitórios.
"Os banheiros têm diminuído nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que foram entendidos como lugar de relaxamento, e não apenas de higiene", diz o pesquisador.
Banheiros e cozinhas têm outro problema: janelas pequenas ou inexistentes. Muitas cozinhas dependem da ventilação e da luz natural da lavanderia. E, segundo pesquisas do Nomads, uma janela ampla com vista bonita é sonho de consumo até no banheiro. (DF)
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
As notícias de hoje, 25/02, são:
As notícias de hoje, 25/02, são:
Notícia - Crédito Consignado:
- Crédito consignado
Notícias - Compradores com renda baixa:
- Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
- Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
Notícia - Trisul e CEF:
- Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
Crédito consignado
A Caixa Econômica Federal anunciou a ampliação do crédito consignado imobiliário (com desconto na folha de pagamento) para os trabalhadores da iniciativa privada. A instituição está finalizando as normas da modalidade, que já é utilizada por alguns servidores públicos. As empresas interessadas devem procurar a Caixa.
Fonte: Meia Hora - RJ
Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
Mesmo com os lançamentos voltados para a classe média, os quais têm "pipocado" cada vez mais no mercado, o segmento imobiliário deve apostar na baixa renda este ano, de acordo com o presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, João Batista Crestana.
Segundo Crestana, as construtoras têm muito interesse neste público. "Atualmente, o déficit habitacional é de 8 milhões de unidades, sendo que a construção destes imóveis também aumentaria o emprego e reduziria doenças causadas pela falta de saneamento, por exemplo".
País ainda não está pronto
No entanto, o presidente do Secovi-SP alerta que o País ainda não está pronto para atender a essa demanda, uma vez que seriam necessários R$ 300 bilhões para a construção dessas habitações.
"Por outro lado, a previsão de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), principal fonte dos financiamentos imobiliários para a baixa renda, para este ano, é de cerca de R$ 8 bilhões, valor muito insuficiente", argumenta.
Para o especialista, seriam necessários de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões por ano, para financiar imóveis voltados aos brasileiros que ganham até cinco ou seis salários mínimos.
Projeto
Conforme explica Crestana, esse montante seria o mínimo necessário para pôr em prática um projeto que prevê a eliminação do déficit habitacional em um período de 15 anos. "Seria preciso R$ 15 bilhões do FGTS e mais R$ 5 bilhões de subsídios públicos federais".
"Como já ocorre em países como o México e o Chile, o cidadão se dirige até o banco, verifica quanto consegue levantar por meio do financiamento com o FGTS e pelo subsídio governamental, recebido em um cheque específico para a compra do imóvel", explica.
De acordo com o presidente do Secovi-SP, dessa maneira, seria possível eliminar a necessidade de oito milhões de habitações em 15 anos, com R$ 20 bilhões por ano. "Nos próximos meses, deve haver algum tipo de contato com o governo sobre o projeto".
Banco do Brasil
Recentemente, o Banco do Brasil lançou uma linha de crédito imobiliário, que está disponível somente para o estado de São Paulo até o momento. Por meio dela, é possível financiar até 80% do valor do imóvel, com até seis meses para começar a pagar a primeira parcela.
A taxa de juros varia de 12,90% ao ano a 13,25% a.a. e os valores mínimo e máximo do financiamento são de R$ 20 mil e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Além disso, o cliente pode escolher um mês do ano para não pagar a prestação (o valor é dissolvido nas demais parcelas).
O prazo de pagamento do BB Crédito Imobiliário é de 240 meses e as parcelas são debitadas diretamente da conta do cliente.
Fonte: InfoMoney
Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
O vice-presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), João Pedro Lamana Paiva, teme crescimento da inadimplência entre os tomadores de crédito habitacional em função do maior acesso a consumidores de baixa renda.
“Espero que os bancos permaneçam bastante criteriosos em relação à concessão de financiamentos habitacionais. Apenas faço um alerta”, explica ele, que participou de reunião conjunta dos comitês de Legislação e Construbusiness da Amcham-Porto Alegre nesta quarta-feira (20/02).
Paiva sustenta seu receio com base nos números do Cartório de Registros Públicos de Sapucaia do Sul, de sua propriedade. O município fica situado na Região Metropolitana de Porto Alegre e possui cerca de 130 mil habitantes. De acordo com o executivo do Irib, apenas o seu cartório chega a receber oito notificações por mês devido a não pagamento de financiamentos habitacionais.
Conforme Paiva, muitas pessoas fazem composição de renda para realizar a compra e, depois de um ou dois anos, não têm condições de saldar as parcelas. Ainda segundo ele, alguns consumidores assumiriam um financiamento acima do valor real do imóvel e com o objetivo de utilizar parte dos recursos para aquisição de bens não-duráveis, o que, passados alguns meses, levaria ao mesmo resultado: incapacidade para saldar o empréstimo.
Para Lamana Paiva, se o Brasil enfrentasse um problema similar ao dos Estados Unidos de crescimento exponencial da inadimplência em créditos imobiliários, o maior prejudicado seria a Caixa Econômica Federal, líder nacional no financiamento da casa própria. Naquele país, durante vários anos foram concedidos empréstimos para esse fim a pessoas que, com a recente elevação das taxas de juros americanas, não conseguiram honrar seus compromissos.
Quadro geral
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevê aplicação de R$ 25 bilhões no setor habitacional em 2008 para financiamento de 250 mil moradias. Em 2007, foram investidos R$ 18,3 bilhões e financiados 195 mil imóveis. Só em janeiro deste ano, os novos contratos somaram 17 mil unidades, crescimento de 93% sobre mesmo período de 2007, envolvendo R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a entidade, a tendência é que o crédito imobiliário apresente uma expansão anual da ordem de 26% até 2010, o que equivale a R$ 31 bilhões em 2009 e R$ 40 bilhões em 2010.
A participação do setor no Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) é de 7%, mas deve alcançar 11%, segundo o SBPE, até 2015.
Recentemente, na Amcham-Porto Alegre para participar do comitê de Construbusiness, o diretor-executivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, anunciou que os compradores terão à disposição 140 mil novas unidades habitacionais no molde econômico durante os próximos três anos. Conforme estimativa do dirigente, "parte significativa" desses lançamentos devem ocorrer ainda em 2008.
Fonte: Portal Amcham Brasil - RS (Pedro Lamana Paiva)
Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
A Trisul (TRIS3) e a Caixa Econômica Federal assinaram um protocolo de intenções para financiamento de empreendimentos habitacionais.
De acordo com comunicado da Trisul, o acordo disponibiliza R$ 4 bilhões em financiamento para o comprador e para a produção de 25.440 unidades de padrão econômico.
Serão cobradas taxas a partir de 5,5% ao ano mais taxa referencial, em linha com as tarifas divulgadas pela CEF recentemente, e com prazo de até 30 anos.
Segundo a Trisul, o contrato também vai reduzir seus trâmites e prazos para a obtenção do financiamento.
Fonte: InfoMoney
Notícia - Crédito Consignado:
- Crédito consignado
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- Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
Notícia - Trisul e CEF:
- Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
Crédito consignado
A Caixa Econômica Federal anunciou a ampliação do crédito consignado imobiliário (com desconto na folha de pagamento) para os trabalhadores da iniciativa privada. A instituição está finalizando as normas da modalidade, que já é utilizada por alguns servidores públicos. As empresas interessadas devem procurar a Caixa.
Fonte: Meia Hora - RJ
Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
Mesmo com os lançamentos voltados para a classe média, os quais têm "pipocado" cada vez mais no mercado, o segmento imobiliário deve apostar na baixa renda este ano, de acordo com o presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, João Batista Crestana.
Segundo Crestana, as construtoras têm muito interesse neste público. "Atualmente, o déficit habitacional é de 8 milhões de unidades, sendo que a construção destes imóveis também aumentaria o emprego e reduziria doenças causadas pela falta de saneamento, por exemplo".
País ainda não está pronto
No entanto, o presidente do Secovi-SP alerta que o País ainda não está pronto para atender a essa demanda, uma vez que seriam necessários R$ 300 bilhões para a construção dessas habitações.
"Por outro lado, a previsão de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), principal fonte dos financiamentos imobiliários para a baixa renda, para este ano, é de cerca de R$ 8 bilhões, valor muito insuficiente", argumenta.
Para o especialista, seriam necessários de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões por ano, para financiar imóveis voltados aos brasileiros que ganham até cinco ou seis salários mínimos.
Projeto
Conforme explica Crestana, esse montante seria o mínimo necessário para pôr em prática um projeto que prevê a eliminação do déficit habitacional em um período de 15 anos. "Seria preciso R$ 15 bilhões do FGTS e mais R$ 5 bilhões de subsídios públicos federais".
"Como já ocorre em países como o México e o Chile, o cidadão se dirige até o banco, verifica quanto consegue levantar por meio do financiamento com o FGTS e pelo subsídio governamental, recebido em um cheque específico para a compra do imóvel", explica.
De acordo com o presidente do Secovi-SP, dessa maneira, seria possível eliminar a necessidade de oito milhões de habitações em 15 anos, com R$ 20 bilhões por ano. "Nos próximos meses, deve haver algum tipo de contato com o governo sobre o projeto".
Banco do Brasil
Recentemente, o Banco do Brasil lançou uma linha de crédito imobiliário, que está disponível somente para o estado de São Paulo até o momento. Por meio dela, é possível financiar até 80% do valor do imóvel, com até seis meses para começar a pagar a primeira parcela.
A taxa de juros varia de 12,90% ao ano a 13,25% a.a. e os valores mínimo e máximo do financiamento são de R$ 20 mil e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Além disso, o cliente pode escolher um mês do ano para não pagar a prestação (o valor é dissolvido nas demais parcelas).
O prazo de pagamento do BB Crédito Imobiliário é de 240 meses e as parcelas são debitadas diretamente da conta do cliente.
Fonte: InfoMoney
Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
O vice-presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), João Pedro Lamana Paiva, teme crescimento da inadimplência entre os tomadores de crédito habitacional em função do maior acesso a consumidores de baixa renda.
“Espero que os bancos permaneçam bastante criteriosos em relação à concessão de financiamentos habitacionais. Apenas faço um alerta”, explica ele, que participou de reunião conjunta dos comitês de Legislação e Construbusiness da Amcham-Porto Alegre nesta quarta-feira (20/02).
Paiva sustenta seu receio com base nos números do Cartório de Registros Públicos de Sapucaia do Sul, de sua propriedade. O município fica situado na Região Metropolitana de Porto Alegre e possui cerca de 130 mil habitantes. De acordo com o executivo do Irib, apenas o seu cartório chega a receber oito notificações por mês devido a não pagamento de financiamentos habitacionais.
Conforme Paiva, muitas pessoas fazem composição de renda para realizar a compra e, depois de um ou dois anos, não têm condições de saldar as parcelas. Ainda segundo ele, alguns consumidores assumiriam um financiamento acima do valor real do imóvel e com o objetivo de utilizar parte dos recursos para aquisição de bens não-duráveis, o que, passados alguns meses, levaria ao mesmo resultado: incapacidade para saldar o empréstimo.
Para Lamana Paiva, se o Brasil enfrentasse um problema similar ao dos Estados Unidos de crescimento exponencial da inadimplência em créditos imobiliários, o maior prejudicado seria a Caixa Econômica Federal, líder nacional no financiamento da casa própria. Naquele país, durante vários anos foram concedidos empréstimos para esse fim a pessoas que, com a recente elevação das taxas de juros americanas, não conseguiram honrar seus compromissos.
Quadro geral
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevê aplicação de R$ 25 bilhões no setor habitacional em 2008 para financiamento de 250 mil moradias. Em 2007, foram investidos R$ 18,3 bilhões e financiados 195 mil imóveis. Só em janeiro deste ano, os novos contratos somaram 17 mil unidades, crescimento de 93% sobre mesmo período de 2007, envolvendo R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a entidade, a tendência é que o crédito imobiliário apresente uma expansão anual da ordem de 26% até 2010, o que equivale a R$ 31 bilhões em 2009 e R$ 40 bilhões em 2010.
A participação do setor no Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) é de 7%, mas deve alcançar 11%, segundo o SBPE, até 2015.
Recentemente, na Amcham-Porto Alegre para participar do comitê de Construbusiness, o diretor-executivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, anunciou que os compradores terão à disposição 140 mil novas unidades habitacionais no molde econômico durante os próximos três anos. Conforme estimativa do dirigente, "parte significativa" desses lançamentos devem ocorrer ainda em 2008.
Fonte: Portal Amcham Brasil - RS (Pedro Lamana Paiva)
Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
A Trisul (TRIS3) e a Caixa Econômica Federal assinaram um protocolo de intenções para financiamento de empreendimentos habitacionais.
De acordo com comunicado da Trisul, o acordo disponibiliza R$ 4 bilhões em financiamento para o comprador e para a produção de 25.440 unidades de padrão econômico.
Serão cobradas taxas a partir de 5,5% ao ano mais taxa referencial, em linha com as tarifas divulgadas pela CEF recentemente, e com prazo de até 30 anos.
Segundo a Trisul, o contrato também vai reduzir seus trâmites e prazos para a obtenção do financiamento.
Fonte: InfoMoney
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Lucro do Santander no Brasil cresce 129,6% em 2007
Lucro do Santander no Brasil cresce 129,6% em 2007
fevereiro 7, 2008 por tourolouco
As operações do banco espanhol Santander no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 1,845 bilhão no ano passado, o que representa um aumento de 129,6% sobre os R$ 803,619 milhões apurados em 2006. A receita da intermediação financeira do Santander Brasil aumentou 97,4%, para R$ 14,424 bilhões.
Já o Santander espanhol anunciou queda de 6% no lucro líquido no quarto trimestre, para 2,49 bilhões de euros (US$ 3,64 bilhões), ao passo que o banco espanhol registrou uma baixa contábil de 737 milhões de euros com seus principais investimentos nos EUA. Nos últimos três meses de 2006, o maior banco da Espanha em ativos apresentou lucro de 2,65 bilhões de euros.O lucro subjacente, conta que exclui itens como ganhos ou perdas com investimentos ou vendas de ativos, cresceu 29% no último trimestre, de 1,64 bilhão para 2,12 bilhões de euros - com a ajuda da expansão da receita do grupo na Europa e América Latina.
Nesse caso, o cálculo exclui ganhos com a venda dos negócios de pensão do Santander na América Latina e alguns ativos de bens imobiliários, bem como as despesas com aposentadorias e a baixa contábil de 737 milhões de euros por sua participação de 25% no norte-americano Sovereign Bancorp - em meio a forte crise no mercado de hipotecas de segunda linha (subprime).
No quarto trimestre, a receita do Santander com intermediação financeira avançou de 3,27 bilhões de euros para 3,92 bilhões de euros, enquanto sua receita total subiu 22,5%, de 5,83 bilhões de euros para 7,15 bilhões de euros.
No ano de 2007, o lucro líquido do grupo cresceu 19% em relação ao ano anterior, de 7,6 bilhões de euros para 9,06 bilhões de euros, com a receita totalizando 27,1 bilhões de euros.
Além das perdas provocadas pelo Sovereign, os resultados da instituição também foram atingidos por um volume maior de provisões para cobrir a inadimplência de empréstimos da Drive, sua divisão local de financiamento ao consumo.
No total, as provisões do Santander aumentaram 41% em 2007 na comparação com o ano anterior. Segundo o banco, excluindo a Drive, as provisões teriam aumentado 24%. Às 7h40 (de Brasília), as ações do Santander operavam em baixa de 0,6% na bolsa de Madri, cotadas em 11,53 euros.
Em comunicado, o grupo informou que irá aumentar seus dividendos em 25% referentes ao ano de 2007, para 0,65 euro por ação. As ações do Santander acumulam queda de 22% desde o início do ano em um ambiente difícil para o setor. O concorrente Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) apresenta declínio de 18% no mesmo período. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão
fevereiro 7, 2008 por tourolouco
As operações do banco espanhol Santander no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 1,845 bilhão no ano passado, o que representa um aumento de 129,6% sobre os R$ 803,619 milhões apurados em 2006. A receita da intermediação financeira do Santander Brasil aumentou 97,4%, para R$ 14,424 bilhões.
Já o Santander espanhol anunciou queda de 6% no lucro líquido no quarto trimestre, para 2,49 bilhões de euros (US$ 3,64 bilhões), ao passo que o banco espanhol registrou uma baixa contábil de 737 milhões de euros com seus principais investimentos nos EUA. Nos últimos três meses de 2006, o maior banco da Espanha em ativos apresentou lucro de 2,65 bilhões de euros.O lucro subjacente, conta que exclui itens como ganhos ou perdas com investimentos ou vendas de ativos, cresceu 29% no último trimestre, de 1,64 bilhão para 2,12 bilhões de euros - com a ajuda da expansão da receita do grupo na Europa e América Latina.
Nesse caso, o cálculo exclui ganhos com a venda dos negócios de pensão do Santander na América Latina e alguns ativos de bens imobiliários, bem como as despesas com aposentadorias e a baixa contábil de 737 milhões de euros por sua participação de 25% no norte-americano Sovereign Bancorp - em meio a forte crise no mercado de hipotecas de segunda linha (subprime).
No quarto trimestre, a receita do Santander com intermediação financeira avançou de 3,27 bilhões de euros para 3,92 bilhões de euros, enquanto sua receita total subiu 22,5%, de 5,83 bilhões de euros para 7,15 bilhões de euros.
No ano de 2007, o lucro líquido do grupo cresceu 19% em relação ao ano anterior, de 7,6 bilhões de euros para 9,06 bilhões de euros, com a receita totalizando 27,1 bilhões de euros.
Além das perdas provocadas pelo Sovereign, os resultados da instituição também foram atingidos por um volume maior de provisões para cobrir a inadimplência de empréstimos da Drive, sua divisão local de financiamento ao consumo.
No total, as provisões do Santander aumentaram 41% em 2007 na comparação com o ano anterior. Segundo o banco, excluindo a Drive, as provisões teriam aumentado 24%. Às 7h40 (de Brasília), as ações do Santander operavam em baixa de 0,6% na bolsa de Madri, cotadas em 11,53 euros.
Em comunicado, o grupo informou que irá aumentar seus dividendos em 25% referentes ao ano de 2007, para 0,65 euro por ação. As ações do Santander acumulam queda de 22% desde o início do ano em um ambiente difícil para o setor. O concorrente Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) apresenta declínio de 18% no mesmo período. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
As notícias de hoje, 01/02, são:
As notícias de hoje, 01/02, são:
Notícia - Santander e Tecnisa:
- Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
Notícia - Imóvel na planta:
- Cuidados antes da compra
- Já se passam quatro anos sem solução
Notícia - Dívidas:
- Entenda a redução da dívida
Notícia - CEF:
- Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
Notícia - Santander e Tecnisa:
Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
da Folha Online
O banco Santander e a construtora Tecnisa assinaram uma parceria para o financiamento de 5.700 unidades de 11 empreendimentos que serão lançados ao longo de 2008. A venda dessas unidades totalizará em torno de R$ 1 bilhão.
O acordo prevê, além do crédito para a construção dos empreendimentos, o financiamento para os clientes que querem adquirir um imóvel residencial, que poderá ser feito ainda na planta.
Durante as obras, segundo o banco, o comprador poderá financiar até 90% do valor da unidade. Após a conclusão do empreendimento, o saldo poderá ser financiado em até 30 anos.
"Este tipo de parceria beneficia a todos no sistema habitacional: banco, incorporadora e comprador. No caso da incorporadora, é bom lembrar que permite que haja uma exposição menor do caixa durante as obras e um maior potencial de vendas, enquanto o comprador passa a ter a opção de financiar o imóvel ainda na planta ou em construção", afirmou Ana Isabel Perez, vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander.
Para o banco, segundo a executiva, essa é uma oportunidade de ampliar sua carteira de clientes.
Notícia - Imóvel na planta:
Cuidados antes da compra
A aquisição de um imóvel na planta exige cuidados e atenção redobrada, pois o consumidor corre o risco de enfrentar uma série de problemas. O mais comum é a demora na execução da obra, que acarreta custos extras, por exemplo, para quem mora de aluguel. O alerta é de José Geraldo Tardin, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Para não correr o risco de ver seu sonho da casa própria transformado em pesadelo, a informação é a maior aliada do interessado no imóvel.
Uma pesquisa criteriosa sobre a construtora, o grau de satisfação de seus atuais clientes, e sobre o imóvel desejado são fundamentais. O consumidor não deve adiantar qualquer valor a título de sinal, reserva ou qualquer outra denominação, sem a análise do contrato por um advogado especialista. ´É preciso ler de forma detalhada o contrato e, antes de assiná-lo, submetê-lo a análise de uma advogado de sua confiança´.
Contrato
Sabendo da grande importância do contrato, antes de fechar negócio, o consumidor deve estar atento para itens que são obrigatórios. São necessários dados do promitente vendedor e do comprador, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, índice de reajuste e a periodicidade, local e forma de pagamento.
É preciso que estejam especificados também multa pelo atraso das parcelas, valor do sinal, indicação da unidade privativa e sua garagem, prazo para início e entrega da obra, multa por atraso na entrega da obra, cópia da certidão do cartório de registro de imóvel que comprova a regularidade e legalidade do empreendimento e todas as demais condições prometidas pelo vendedor. ´O consumidor deve rubricar todas as páginas do contrato com qualificação de testemunhas, reconhecendo as firmas de todas as assinaturas e registrando o contrato no cartório´, aconselha Tardin. Ele precisa, ainda, verificar se o projeto de incorporação está devidamente aprovado pela administração. Cercar-se de informações é a melhor estratégia, diz o diretor-presidente do Ibedec. Por isso, ele aconselha que o interessado na aquisição de um imóvel na planta verifique junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) informações sobre os profissionais responsáveis pelo empreendimento desejado. ´Com o Creci, pode solicitar informações sobre o corretor de imóveis que está intermediando a compra´, comenta Tardin. Ele orienta, ainda, uma consulta ao Procon, para se informar sobre a existência de reclamação contra a incorporadora, construtora, intermediadora ou vendedora. ´Por fim, não deve fazer uma compra de impulso, principalmente nos fins de semana´.
Fonte: Diário do Nordeste
Já se passam quatro anos sem solução
Comprei há uns três ou quatro anos um apartamento simples, na planta, de um quarto, mas num local bastante privilegiado e nunca recebi. A construtora quebrou e perdi algo em torno de R$ 30 mil, diz o médico. ´Ao longo de vários meses, paguei mensalmente uma prestação e quando menos esperei descobri que havia sido enganado. Eu e várias pessoas que foram prejudicadas formamos um grupo, constituímos um advogado, que tenta indenização ou ressarcimento, mas ainda não houve solução´. Ele recomenda a quem for comprar imóvel na planta contratar alguém que análise de forma minuciosa a construtora, para evitar prejuízos e aborrecimentos.
Mudanças na Lei
Além dos cuidados inerentes à compra de um imóvel na planta, a legislação das incorporações imobiliárias traz mudanças que protegem ainda mais o comprador. Modificada em julho de 2004, a lei nº 10.931 cria a Lei da Alienação Fiduciária — uma modalidade de direito de propriedade, com a intenção de garantia. Regulamenta ainda o Patrimônio de Afetação, um instrumento que confere maior credibilidade às transações imobiliárias. Segundo Carlos Fujita, conselheiro do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), embora a outra lei já assegurasse direitos aos clientes, ´a nova legislação ficou mais transparente e constituiu-se um marco regulatório no mercado imobiliário. Isso facilitou os negócios e trouxe mais segurança para os compradores, investidores e financiadores´.
Maior segurança
´Os clientes ficaram mais tranqüilos quanto a receber o imóvel, os bancos ficaram mais seguros quanto a financiar, uma vez que no caso de inadimplência, podem recuperar o imóvel, mais rapidamente´, explica Fujita. ´As instituições financeiras tinham receio, por conta da morosidade da Justiça´, ressalta. Segundo ele, o índice de inadimplência hoje está abaixo de 3%.
Sobre a Alienação Fiduciária, Fujita explicou ´que a grande garantia é a propriedade´. ´Trocando em miúdos, acontece quando um comprador adquire um bem a crédito. O financiador toma o próprio bem em garantia, de forma que a incorporadora fica impedida de negociar o bem com terceiros. No entanto, o comprador pode usufruir do bem´, diz.
Patrimônio de Afetação
É um instrumento proposto pelo Governo Federal, para maior credibilidade e segurança a compradores e agentes financeiros. Cria mecanismos de controle e apuração de impostos que aparentemente possibilitam uma melhor forma de acompanhar o andamento das obras e a possibilidade de não serem afetados por uma eventual quebra ou dificuldade da incorporadora. ´Com esse instrumento, o comprador pode acompanhar o andamento das obras, solicitar uma assembléia dos condôminos com a empresa e se informar sobre as etapas de construção´, ressaltou Carlos Fujita.
Obrigações impostas
´A lei já impõe uma série de obrigações, tais como: certidão do terreno e registro no cartório. O comprador pode solicitar atestado de idoneidade e análise econômica-financeira da empresa, antes de fechar o negócio´.
Para não se arrepender
Primeiro tem que ver a origem da construtora, a saúde financeira e o conceito da empresa na cidade. Em segundo, exigir o memorial da incorporadora — documento que autoriza a comercialização do imóvel e fornece garantia real de posse, ou seja, a unidade não pode ser comercializada com outra pessoa e não pode ser hipotecada. Um terceiro ponto diz respeito às condições contratuais, que devem explicitar as obrigações e deveres das partes. E 4º fator é o acompanhamento das obras. A construtora deve fornecer documento com as fases de construção e se as obras estão no cronograma. Se ocorrer alguma situação atemporal, o comprador deve negociar ou em último caso ir à Justiça ´.
Fonte: Fonte: Diário do Nordeste (Armando Cavalcante)
Notícia - Dívidas:
Entenda a redução da dívida
No resultado das contas públicas de 2007 divulgado ontem pelo Banco Central, um dos dados mais relevantes é o que acusa a queda da dívida líquida em relação ao PIB, o mais baixo dos últimos 30 anos.
Uma dívida só é grande ou pequena quando comparada com a capacidade de pagamento do devedor. Isso tem a ver com a renda. Nessas condições, uma dívida de US$ 1 bilhão pode ter melhor capacidade de pagamento que uma dívida de US$ 1 mil, se for o Bill Gates, um dos donos da Microsoft, que deve US$ 1 bilhão e o Zé da Esquina que deve US$ 1 mil.
É por isso que, num financiamento habitacional, a primeira coisa que o banco pergunta ao interessado é o tamanho da renda familiar.
Quando se trata de uma dívida de um país, a renda a ser medida é o PIB, ou seja, é o valor de tudo quanto se produz nesse país num período de um ano.
O Banco Central calcula que, em 2007, o PIB brasileiro tenha sido de R$ 2,7 trilhões, o que dá um crescimento de 5% (descontada a inflação) em relação ao ano anterior. É um número provisório, que ainda depende dos cálculos do IBGE, o organismo que cuida das contas nacionais.
A novidade é que a dívida pública brasileira líquida (descontados os créditos) caiu para 42,8% do PIB. Apenas para comparar, no final de 2005 era de 46,5% e em dezembro de 2006, de 44,7%.
Em outubro de 2002, a dívida pública líquida do Brasil, medida por padrões anteriores, havia atingido o pico de 60% do PIB. E foi um desespero no mercado financeiro porque os credores passaram a temer que o Brasil entrasse em moratória (suspendesse o pagamento da dívida) e passasse a comprar dólares. Foi essa a razão pela qual, naquele ano, o então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia a combater a inflação e a reforçar a sobra de arrecadação (superávit primário) para pagar pedaços crescentes da dívida.
Apesar do aumento das despesas correntes do governo federal no ano passado, a dívida pública líquida caiu em relação ao PIB, e isso teve a ver com alguns fatores positivos. O primeiro deles é que o PIB cresceu os tais 5% ou até mais do que isso. É o dobro do padrão de crescimento dos últimos 20 anos.
O segundo é que houve a valorização do real (queda do dólar), de 17,2%, quando medida por uma cesta de moedas, e isso reduziu a dívida em moeda estrangeira.
E, em terceiro, houve a queda dos juros, que reduziu o crescimento da dívida, na medida em que os juros são incorporados ao passivo total.
Fonte: Estadão
Notícia - CEF:
Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
As novas páginas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com serviços disponíveis ao trabalhador, entram em funcionamento nesta quinta-feira no site da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) com novo padrão visual.
O novo sistema permitirá que o interessado tenha acesso on-line a todas as suas contas vinculadas, desde que essas apresentem saldo e estejam com os dados cadastrais atualizados.
Segundo estimativa da Caixa, pelo menos 34,5 milhões de trabalhadores estão aptos à utilização dos serviços do FGTS na internet.
Fonte: Agência Brasil
Notícia - Santander e Tecnisa:
- Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
Notícia - Imóvel na planta:
- Cuidados antes da compra
- Já se passam quatro anos sem solução
Notícia - Dívidas:
- Entenda a redução da dívida
Notícia - CEF:
- Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
Notícia - Santander e Tecnisa:
Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
da Folha Online
O banco Santander e a construtora Tecnisa assinaram uma parceria para o financiamento de 5.700 unidades de 11 empreendimentos que serão lançados ao longo de 2008. A venda dessas unidades totalizará em torno de R$ 1 bilhão.
O acordo prevê, além do crédito para a construção dos empreendimentos, o financiamento para os clientes que querem adquirir um imóvel residencial, que poderá ser feito ainda na planta.
Durante as obras, segundo o banco, o comprador poderá financiar até 90% do valor da unidade. Após a conclusão do empreendimento, o saldo poderá ser financiado em até 30 anos.
"Este tipo de parceria beneficia a todos no sistema habitacional: banco, incorporadora e comprador. No caso da incorporadora, é bom lembrar que permite que haja uma exposição menor do caixa durante as obras e um maior potencial de vendas, enquanto o comprador passa a ter a opção de financiar o imóvel ainda na planta ou em construção", afirmou Ana Isabel Perez, vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander.
Para o banco, segundo a executiva, essa é uma oportunidade de ampliar sua carteira de clientes.
Notícia - Imóvel na planta:
Cuidados antes da compra
A aquisição de um imóvel na planta exige cuidados e atenção redobrada, pois o consumidor corre o risco de enfrentar uma série de problemas. O mais comum é a demora na execução da obra, que acarreta custos extras, por exemplo, para quem mora de aluguel. O alerta é de José Geraldo Tardin, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Para não correr o risco de ver seu sonho da casa própria transformado em pesadelo, a informação é a maior aliada do interessado no imóvel.
Uma pesquisa criteriosa sobre a construtora, o grau de satisfação de seus atuais clientes, e sobre o imóvel desejado são fundamentais. O consumidor não deve adiantar qualquer valor a título de sinal, reserva ou qualquer outra denominação, sem a análise do contrato por um advogado especialista. ´É preciso ler de forma detalhada o contrato e, antes de assiná-lo, submetê-lo a análise de uma advogado de sua confiança´.
Contrato
Sabendo da grande importância do contrato, antes de fechar negócio, o consumidor deve estar atento para itens que são obrigatórios. São necessários dados do promitente vendedor e do comprador, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, índice de reajuste e a periodicidade, local e forma de pagamento.
É preciso que estejam especificados também multa pelo atraso das parcelas, valor do sinal, indicação da unidade privativa e sua garagem, prazo para início e entrega da obra, multa por atraso na entrega da obra, cópia da certidão do cartório de registro de imóvel que comprova a regularidade e legalidade do empreendimento e todas as demais condições prometidas pelo vendedor. ´O consumidor deve rubricar todas as páginas do contrato com qualificação de testemunhas, reconhecendo as firmas de todas as assinaturas e registrando o contrato no cartório´, aconselha Tardin. Ele precisa, ainda, verificar se o projeto de incorporação está devidamente aprovado pela administração. Cercar-se de informações é a melhor estratégia, diz o diretor-presidente do Ibedec. Por isso, ele aconselha que o interessado na aquisição de um imóvel na planta verifique junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) informações sobre os profissionais responsáveis pelo empreendimento desejado. ´Com o Creci, pode solicitar informações sobre o corretor de imóveis que está intermediando a compra´, comenta Tardin. Ele orienta, ainda, uma consulta ao Procon, para se informar sobre a existência de reclamação contra a incorporadora, construtora, intermediadora ou vendedora. ´Por fim, não deve fazer uma compra de impulso, principalmente nos fins de semana´.
Fonte: Diário do Nordeste
Já se passam quatro anos sem solução
Comprei há uns três ou quatro anos um apartamento simples, na planta, de um quarto, mas num local bastante privilegiado e nunca recebi. A construtora quebrou e perdi algo em torno de R$ 30 mil, diz o médico. ´Ao longo de vários meses, paguei mensalmente uma prestação e quando menos esperei descobri que havia sido enganado. Eu e várias pessoas que foram prejudicadas formamos um grupo, constituímos um advogado, que tenta indenização ou ressarcimento, mas ainda não houve solução´. Ele recomenda a quem for comprar imóvel na planta contratar alguém que análise de forma minuciosa a construtora, para evitar prejuízos e aborrecimentos.
Mudanças na Lei
Além dos cuidados inerentes à compra de um imóvel na planta, a legislação das incorporações imobiliárias traz mudanças que protegem ainda mais o comprador. Modificada em julho de 2004, a lei nº 10.931 cria a Lei da Alienação Fiduciária — uma modalidade de direito de propriedade, com a intenção de garantia. Regulamenta ainda o Patrimônio de Afetação, um instrumento que confere maior credibilidade às transações imobiliárias. Segundo Carlos Fujita, conselheiro do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), embora a outra lei já assegurasse direitos aos clientes, ´a nova legislação ficou mais transparente e constituiu-se um marco regulatório no mercado imobiliário. Isso facilitou os negócios e trouxe mais segurança para os compradores, investidores e financiadores´.
Maior segurança
´Os clientes ficaram mais tranqüilos quanto a receber o imóvel, os bancos ficaram mais seguros quanto a financiar, uma vez que no caso de inadimplência, podem recuperar o imóvel, mais rapidamente´, explica Fujita. ´As instituições financeiras tinham receio, por conta da morosidade da Justiça´, ressalta. Segundo ele, o índice de inadimplência hoje está abaixo de 3%.
Sobre a Alienação Fiduciária, Fujita explicou ´que a grande garantia é a propriedade´. ´Trocando em miúdos, acontece quando um comprador adquire um bem a crédito. O financiador toma o próprio bem em garantia, de forma que a incorporadora fica impedida de negociar o bem com terceiros. No entanto, o comprador pode usufruir do bem´, diz.
Patrimônio de Afetação
É um instrumento proposto pelo Governo Federal, para maior credibilidade e segurança a compradores e agentes financeiros. Cria mecanismos de controle e apuração de impostos que aparentemente possibilitam uma melhor forma de acompanhar o andamento das obras e a possibilidade de não serem afetados por uma eventual quebra ou dificuldade da incorporadora. ´Com esse instrumento, o comprador pode acompanhar o andamento das obras, solicitar uma assembléia dos condôminos com a empresa e se informar sobre as etapas de construção´, ressaltou Carlos Fujita.
Obrigações impostas
´A lei já impõe uma série de obrigações, tais como: certidão do terreno e registro no cartório. O comprador pode solicitar atestado de idoneidade e análise econômica-financeira da empresa, antes de fechar o negócio´.
Para não se arrepender
Primeiro tem que ver a origem da construtora, a saúde financeira e o conceito da empresa na cidade. Em segundo, exigir o memorial da incorporadora — documento que autoriza a comercialização do imóvel e fornece garantia real de posse, ou seja, a unidade não pode ser comercializada com outra pessoa e não pode ser hipotecada. Um terceiro ponto diz respeito às condições contratuais, que devem explicitar as obrigações e deveres das partes. E 4º fator é o acompanhamento das obras. A construtora deve fornecer documento com as fases de construção e se as obras estão no cronograma. Se ocorrer alguma situação atemporal, o comprador deve negociar ou em último caso ir à Justiça ´.
Fonte: Fonte: Diário do Nordeste (Armando Cavalcante)
Notícia - Dívidas:
Entenda a redução da dívida
No resultado das contas públicas de 2007 divulgado ontem pelo Banco Central, um dos dados mais relevantes é o que acusa a queda da dívida líquida em relação ao PIB, o mais baixo dos últimos 30 anos.
Uma dívida só é grande ou pequena quando comparada com a capacidade de pagamento do devedor. Isso tem a ver com a renda. Nessas condições, uma dívida de US$ 1 bilhão pode ter melhor capacidade de pagamento que uma dívida de US$ 1 mil, se for o Bill Gates, um dos donos da Microsoft, que deve US$ 1 bilhão e o Zé da Esquina que deve US$ 1 mil.
É por isso que, num financiamento habitacional, a primeira coisa que o banco pergunta ao interessado é o tamanho da renda familiar.
Quando se trata de uma dívida de um país, a renda a ser medida é o PIB, ou seja, é o valor de tudo quanto se produz nesse país num período de um ano.
O Banco Central calcula que, em 2007, o PIB brasileiro tenha sido de R$ 2,7 trilhões, o que dá um crescimento de 5% (descontada a inflação) em relação ao ano anterior. É um número provisório, que ainda depende dos cálculos do IBGE, o organismo que cuida das contas nacionais.
A novidade é que a dívida pública brasileira líquida (descontados os créditos) caiu para 42,8% do PIB. Apenas para comparar, no final de 2005 era de 46,5% e em dezembro de 2006, de 44,7%.
Em outubro de 2002, a dívida pública líquida do Brasil, medida por padrões anteriores, havia atingido o pico de 60% do PIB. E foi um desespero no mercado financeiro porque os credores passaram a temer que o Brasil entrasse em moratória (suspendesse o pagamento da dívida) e passasse a comprar dólares. Foi essa a razão pela qual, naquele ano, o então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia a combater a inflação e a reforçar a sobra de arrecadação (superávit primário) para pagar pedaços crescentes da dívida.
Apesar do aumento das despesas correntes do governo federal no ano passado, a dívida pública líquida caiu em relação ao PIB, e isso teve a ver com alguns fatores positivos. O primeiro deles é que o PIB cresceu os tais 5% ou até mais do que isso. É o dobro do padrão de crescimento dos últimos 20 anos.
O segundo é que houve a valorização do real (queda do dólar), de 17,2%, quando medida por uma cesta de moedas, e isso reduziu a dívida em moeda estrangeira.
E, em terceiro, houve a queda dos juros, que reduziu o crescimento da dívida, na medida em que os juros são incorporados ao passivo total.
Fonte: Estadão
Notícia - CEF:
Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
As novas páginas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com serviços disponíveis ao trabalhador, entram em funcionamento nesta quinta-feira no site da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) com novo padrão visual.
O novo sistema permitirá que o interessado tenha acesso on-line a todas as suas contas vinculadas, desde que essas apresentem saldo e estejam com os dados cadastrais atualizados.
Segundo estimativa da Caixa, pelo menos 34,5 milhões de trabalhadores estão aptos à utilização dos serviços do FGTS na internet.
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
As notícias de hoje, 24/01, são:
As notícias de hoje, 24/01, são:
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
- Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Notícia - CEF:
- Caixa faz leilão de imóveis
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
- Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Fernando Travaglini, de São Paulo - VALOR ECONÔMICO
O Santander encerrou o ano passado com a concessão de R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O volume é o dobro das liberações do ano anterior. Em 2008, o banco espera conceder mais R$ 3 bilhões em empréstimos novos, para atingir um crescimento de 50%.
Apesar do forte crescimento das operações, acima da média registrada pelo mercado, a vice-presidente de negócios imobiliários do banco, Ana Isabel Pérez, diz que o volume ainda é modesto. "Ainda temos muito espaço para crescer", acredita.
Nem mesmo a atual crise que afeta o mercado americano de hipotecas e que pode levar os Estados Unidos para uma recessão deve alterar, num primeiro momento, a perspectiva positiva para o mercado habitacional brasileiro.
O Santander é um dos bancos mais agressivos no mercado de financiamento imobiliário. Foi o primeiro a estender o prazo para 30 anos e a realizar empréstimos prefixados. Quase metade da produção do banco no ano passado (44%) foi feita com empréstimos prefixados.
Boa parte dessa atitude se deve a própria estratégia mundial do banco, diz a vice-presidente do banco. "O crédito imobiliário é uma excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes", explica. De fato, 60% da produção do banco em 2007 atendeu não correntistas.
Uma das apostas do banco para este ano são as parcerias com as construtoras. O banco tem acordos com Rodobens, Cyrella e Rossi. Somente por meio dessas parcerias, o Santander espera conceder R$ 5,2 bilhões nos próximos três anos.
"As incorporadoras e construtoras estão preparadas para crescer", diz Pérez. Além disso, os bancos estão pouco a pouco ocupando o lugar das incorporadoras no financiamento ao mutuário, completa.
O banco também pretende ampliar a atuação no segmento de baixa renda por meio de recursos do FGTS. O Santander aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para operar com recursos do fundo.
Segundo o superintendente de crédito imobiliário do Santander, José Manuel Alvarez Lopez, o segmento de mercado que atende famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos é o mais promissor. "Este é o grande mercado brasileiro", diz.
Ele reclama, no entanto, da diferença de tratamento em relação à Caixa. Isso porque, no segmento de renda mais alto atendida com recursos do FGTS, o chamado Pró-cotista, o fundo decidiu direcionar 70%, dos R$ 909 milhões, previstos para este ano, para a Caixa.
A vice-presidente de negócios imobiliários do Santander, Ana Isabel Pérez: crédito imobiliário é excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes
Notícia - CEF:
Caixa faz leilão de imóveis
A Caixa Econômica Federal está leiloando imóveis com descontos de até 29,5% em todo o País. No Estado do Rio, são 2.785 unidades, sendo 984 por leilão e 1.801 em venda direta, ou seja, podem ser compradas sem concorrência. A maioria dos imóveis está ocupada. O valor mínimo é de R$ 4.860 e o máximo, de R$ 263.440. Uma vantagem é a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Os juros variam de 5,5 % a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de financiamento chega a 30 anos. Um dos exemplos é um apartamento na Rua Barão de Bom Retiro, em Vila Isabel, que está desocupado, e custa R$ 86.775. Segundo a Caixa, há ofertas em quase todos os bairros da cidade, dentre eles: Campo Grande, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Pavuna, Ilha do Governador, Vila Isabel, Penha e Engenho Novo.
Os interessados no leilão (concorrência pública) e na venda direta deverão pagar 5% de caução do menor valor do imóvel pretendido e encaminhar proposta conforme modelo-padrão, com o comprovante de pagamento. A caução é uma forma de garantia de que o interessado vai honrar o compromisso. Se não for contemplado, o dinheiro será devolvido.
A proposta mais vantajosa para a Caixa Econômica Federal será a vencedora.
A relação dos imóveis e o edital estão disponíveis no site www.caixa.gov.br. Além disso, há uma lista com o endereço das agências que têm corretores de plantão.
A Caixa orienta que, antes de fazer a proposta e pagar a caução, o interessado deve se dirigir à uma agência da instituição para aprovar seu crédito e verificar a possibilidade do uso do FGTS.
Crédito pode chegar a 100%
O financiamento no leilão e na venda direta pode chegar a 100% do valor do imóvel. Há também o empréstimo de até 80% para unidades avaliadas em no máximo R$ 80 mil, com taxa de juros de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR. Nesse caso, o limite para a renda familiar é R$ 4.900. Esses financiamentos são com recursos do FGTS.
Segundo a Caixa, os imóveis são de sua propriedade, e a informação pode ser comprovada por certidões emitidas pelos cartórios de Registro de Imóveis. A maioria das unidades foi retomada pelo banco após a execução de contratos de inadimplentes. Há imóveis também nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Petrópolis e outros.
Dicas na hora da compra
Os interessados na compra dos imóveis oferecidos pela Caixa devem verificar se a unidade escolhida está na Justiça. Nesse caso, é melhor buscar outra opção porque a retomada será bem mais demorada. É bom lembrar que, se a unidade estiver ocupada, a despesa será por conta do comprador.
No bairro de Tomás Coelho, por exemplo, na Rua Moacir de Almeida 219, bloco 4, há um apartamento desocupado. O valor de venda é de R$ 35.200. Outra opção é um imóvel em Jacarepaguá, na Rua São Calixto 563. O valor de avaliação da unidade é de R$ 57 mil e o de venda, de R$ 50.160.
Fonte: O Dia
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) comemorou a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH), em que o Governo de São Paulo agirá como co-devedor dos agentes financeiros na aquisição da casa própria. De acordo com o sindicato, a iniciativa está em linha com a proposta do movimento "Moradia para Todos" de erradicar o déficit habitacional de mais de 8 milhões.
"O SindusCon-SP sempre sonhou com a possibilidade de acesso à moradia mediante a combinação de uma poupança do interessado, adicionada a um subsídio, possibilitando a complementação por um financiamento do mercado, sendo a produção de responsabilidade do setor privado. Faz parte do nosso projeto de medida em que cobrirá o risco do crédito, sem ônus e sem a possibilidade de criação de um rombo mais adiante", disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.
Setor privado
O objetivo do fundo é estimular investimentos habitacionais de interesse social dos empreendedores imobiliários, das instituições financeiras, de companhias hipotecárias e outros. O secretário de habitação do estado, Lair Krähenbühl, informou que ele permitirá alavancar parcerias público-privadas. "Por exemplo, podemos pegar uma grande área para transformá-la num novo bairro", afirmou.
Famílias com renda salarial de até dez salários mínimos (R$ 3.800) ganharão incentivos para a compra da casa própria, já que o Governo de São Paulo estimulará o crédito.
Como em um ciclo, o governo pretende, com as novas medidas, diminuir o risco de inadimplência, o que aumentaria a oferta de crédito e reduziria a taxa de juros. Quem sai ganhando é o comprador, que paga mais barato para realizar o sonho de ter um imóvel próprio.
Legislação
A lei que cria o fundo, que será regulamentada em 90 dias, foi elaborada com o propósito de incentivar o acesso de imóveis à população de baixa renda. Ela passou por sanção da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) e do governador José Serra. A nova norma prevê também a criação de um Conselho Estadual de Habitação, do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS) e do próprio Fundo Garantidor Habitacional.
Fonte: InfoMoney
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
- Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Notícia - CEF:
- Caixa faz leilão de imóveis
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- Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Fernando Travaglini, de São Paulo - VALOR ECONÔMICO
O Santander encerrou o ano passado com a concessão de R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O volume é o dobro das liberações do ano anterior. Em 2008, o banco espera conceder mais R$ 3 bilhões em empréstimos novos, para atingir um crescimento de 50%.
Apesar do forte crescimento das operações, acima da média registrada pelo mercado, a vice-presidente de negócios imobiliários do banco, Ana Isabel Pérez, diz que o volume ainda é modesto. "Ainda temos muito espaço para crescer", acredita.
Nem mesmo a atual crise que afeta o mercado americano de hipotecas e que pode levar os Estados Unidos para uma recessão deve alterar, num primeiro momento, a perspectiva positiva para o mercado habitacional brasileiro.
O Santander é um dos bancos mais agressivos no mercado de financiamento imobiliário. Foi o primeiro a estender o prazo para 30 anos e a realizar empréstimos prefixados. Quase metade da produção do banco no ano passado (44%) foi feita com empréstimos prefixados.
Boa parte dessa atitude se deve a própria estratégia mundial do banco, diz a vice-presidente do banco. "O crédito imobiliário é uma excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes", explica. De fato, 60% da produção do banco em 2007 atendeu não correntistas.
Uma das apostas do banco para este ano são as parcerias com as construtoras. O banco tem acordos com Rodobens, Cyrella e Rossi. Somente por meio dessas parcerias, o Santander espera conceder R$ 5,2 bilhões nos próximos três anos.
"As incorporadoras e construtoras estão preparadas para crescer", diz Pérez. Além disso, os bancos estão pouco a pouco ocupando o lugar das incorporadoras no financiamento ao mutuário, completa.
O banco também pretende ampliar a atuação no segmento de baixa renda por meio de recursos do FGTS. O Santander aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para operar com recursos do fundo.
Segundo o superintendente de crédito imobiliário do Santander, José Manuel Alvarez Lopez, o segmento de mercado que atende famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos é o mais promissor. "Este é o grande mercado brasileiro", diz.
Ele reclama, no entanto, da diferença de tratamento em relação à Caixa. Isso porque, no segmento de renda mais alto atendida com recursos do FGTS, o chamado Pró-cotista, o fundo decidiu direcionar 70%, dos R$ 909 milhões, previstos para este ano, para a Caixa.
A vice-presidente de negócios imobiliários do Santander, Ana Isabel Pérez: crédito imobiliário é excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes
Notícia - CEF:
Caixa faz leilão de imóveis
A Caixa Econômica Federal está leiloando imóveis com descontos de até 29,5% em todo o País. No Estado do Rio, são 2.785 unidades, sendo 984 por leilão e 1.801 em venda direta, ou seja, podem ser compradas sem concorrência. A maioria dos imóveis está ocupada. O valor mínimo é de R$ 4.860 e o máximo, de R$ 263.440. Uma vantagem é a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Os juros variam de 5,5 % a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de financiamento chega a 30 anos. Um dos exemplos é um apartamento na Rua Barão de Bom Retiro, em Vila Isabel, que está desocupado, e custa R$ 86.775. Segundo a Caixa, há ofertas em quase todos os bairros da cidade, dentre eles: Campo Grande, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Pavuna, Ilha do Governador, Vila Isabel, Penha e Engenho Novo.
Os interessados no leilão (concorrência pública) e na venda direta deverão pagar 5% de caução do menor valor do imóvel pretendido e encaminhar proposta conforme modelo-padrão, com o comprovante de pagamento. A caução é uma forma de garantia de que o interessado vai honrar o compromisso. Se não for contemplado, o dinheiro será devolvido.
A proposta mais vantajosa para a Caixa Econômica Federal será a vencedora.
A relação dos imóveis e o edital estão disponíveis no site www.caixa.gov.br. Além disso, há uma lista com o endereço das agências que têm corretores de plantão.
A Caixa orienta que, antes de fazer a proposta e pagar a caução, o interessado deve se dirigir à uma agência da instituição para aprovar seu crédito e verificar a possibilidade do uso do FGTS.
Crédito pode chegar a 100%
O financiamento no leilão e na venda direta pode chegar a 100% do valor do imóvel. Há também o empréstimo de até 80% para unidades avaliadas em no máximo R$ 80 mil, com taxa de juros de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR. Nesse caso, o limite para a renda familiar é R$ 4.900. Esses financiamentos são com recursos do FGTS.
Segundo a Caixa, os imóveis são de sua propriedade, e a informação pode ser comprovada por certidões emitidas pelos cartórios de Registro de Imóveis. A maioria das unidades foi retomada pelo banco após a execução de contratos de inadimplentes. Há imóveis também nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Petrópolis e outros.
Dicas na hora da compra
Os interessados na compra dos imóveis oferecidos pela Caixa devem verificar se a unidade escolhida está na Justiça. Nesse caso, é melhor buscar outra opção porque a retomada será bem mais demorada. É bom lembrar que, se a unidade estiver ocupada, a despesa será por conta do comprador.
No bairro de Tomás Coelho, por exemplo, na Rua Moacir de Almeida 219, bloco 4, há um apartamento desocupado. O valor de venda é de R$ 35.200. Outra opção é um imóvel em Jacarepaguá, na Rua São Calixto 563. O valor de avaliação da unidade é de R$ 57 mil e o de venda, de R$ 50.160.
Fonte: O Dia
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) comemorou a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH), em que o Governo de São Paulo agirá como co-devedor dos agentes financeiros na aquisição da casa própria. De acordo com o sindicato, a iniciativa está em linha com a proposta do movimento "Moradia para Todos" de erradicar o déficit habitacional de mais de 8 milhões.
"O SindusCon-SP sempre sonhou com a possibilidade de acesso à moradia mediante a combinação de uma poupança do interessado, adicionada a um subsídio, possibilitando a complementação por um financiamento do mercado, sendo a produção de responsabilidade do setor privado. Faz parte do nosso projeto de medida em que cobrirá o risco do crédito, sem ônus e sem a possibilidade de criação de um rombo mais adiante", disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.
Setor privado
O objetivo do fundo é estimular investimentos habitacionais de interesse social dos empreendedores imobiliários, das instituições financeiras, de companhias hipotecárias e outros. O secretário de habitação do estado, Lair Krähenbühl, informou que ele permitirá alavancar parcerias público-privadas. "Por exemplo, podemos pegar uma grande área para transformá-la num novo bairro", afirmou.
Famílias com renda salarial de até dez salários mínimos (R$ 3.800) ganharão incentivos para a compra da casa própria, já que o Governo de São Paulo estimulará o crédito.
Como em um ciclo, o governo pretende, com as novas medidas, diminuir o risco de inadimplência, o que aumentaria a oferta de crédito e reduziria a taxa de juros. Quem sai ganhando é o comprador, que paga mais barato para realizar o sonho de ter um imóvel próprio.
Legislação
A lei que cria o fundo, que será regulamentada em 90 dias, foi elaborada com o propósito de incentivar o acesso de imóveis à população de baixa renda. Ela passou por sanção da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) e do governador José Serra. A nova norma prevê também a criação de um Conselho Estadual de Habitação, do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS) e do próprio Fundo Garantidor Habitacional.
Fonte: InfoMoney
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